espinafre da Nova Zelândia

Nome vulgar de Tetragonia tetragonioides (Aizoaceae). Dicotiledónea. Planta originária da Nova Zelândia, onde foi descoberta por Cook em 1770, no estado selvagem. Existe também na Tasmânia e Austrália Ocidental. Nos Açores está perfeitamente adaptada às regiões de beira-mar e é bastante consumida por algumas comunidades piscatórias. Por vezes é cultivada e vendida nos mercados. Planta vivaz. Consomem-se as folhas carnudas e os rebentos em sopas ou salteada, também se podem consumir crus, enquanto tenros. É uma planta verde e densamente papilosa; caule prostrado ascendente; folhas pecioladas, ovadas a rombóidais, alternas, planas, um tanto grossas, sem estípulas; flores axilares solitárias sub sesséis, cálice com 4-5 sépalas internamente amarelo, corola nula, estames 3-15 ou mais, inseridos no tubo do cálice, ovário ínfero 3-8 lóculos, em cada lóculo um óvulo, estiletes tantos quantos os lóculos do ovário; fruto indeiscente corniculado ou alado, com uma coroa de grandes protuberâncias perto do cimo. É usado como substituto dos espinafres. A propagação faz-se através do fruto, duro e seco de 8-19 mm de comprimento e contendo várias sementes. É aconselhável mergulhar este fruto em água durante 24 horas, para acelerar a germinação. A plantação deve fazer-se a distâncias de 90 cm. Nos Açores a colheita das folhas e dos rebentos pode fazer-se geralmente desde do fim de Outono, pelo Inverno e Primavera consoante o tempo decorrer. No Verão frequentemente desaparece. É uma planta resistente, mas é atacada por diversas viroses. Raquel Costa e Silva

Bibl. Coutinho, A X. P. (1913). A Flora de Portugal. Lisboa, Aillaud, Alves & Cia – Paris (Livraria Bertrand, Lisboa): 195. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992). London, The Macmillan Press Limited, 4: 349.