espadim-azul

Nome vulgar da espécie de peixe marinho Makaira nigricans (Istiophoridae) (ICN, 1993; Santos et al., 1997), também conhecido por espadim-azul-do-Atlântico.

Segundo Nakamura (1986), tem o corpo razoavelmente alto, nuca elevando-se bastante abruptamente, focinho longo, muito robusto, redondo em secção transversal. Barbatanas peitorais maiores do que a parte pós-orbital da cabeça; barbatanas pélvicas mais curtas, com membrana pouco desenvolvida; primeira barbatana dorsal com o lobo anterior alto, mas menos do que a altura do corpo, com 39 a 43 raios, segunda com 6 a 7 raios; primeira barbatana anal com 13 a 16 raios, segunda com 6 a 7 raios; ânus próximo da origem da primeira barbatana anal; duas quilhas horizontais sobre cada lado do pedúnculo caudal, barbatana caudal grande, em forquilha acentuada. Corpo densamente coberto de escamas embebidas, cada com 1 a 2 espinhos longos e agudos. Cor negra azulada ou cinzento azulado, parte inferior dos flancos mais clara, ventre prateado, barbatanas escuras, primeira barbatana dorsal com marcas azuis. Atinge cerca de 4 m de comprimento e 150 kg. de peso.

Epipelágico, oceânico, geralmente, acima da termoclina, nadador rápido e fortemente migrador, ocorre em todos os mares quentes. Alimenta-se de uma grande variedade de peixes pelágicos, de crustáceos e de cefalópodes. Foi registado para os Açores por Ueyanagi et al. (1970), onde aparece entre Julho e Outubro, quando a temperatura da água do mar atinge cerca de 20º C, e tem sido considerado entre os trofeus marinhos de pesca desportiva mais apreciados do mundo. Cerca de 50% dos records mundiais de indivíduos desta espécie foram capturados nos vários bancos que ocorrem junto a este arquipélago. Apenas os exemplares que poderão constituir record são capturados e pesados. Os outros são etiquetados e libertados, seguindo uma atitude que visa a conservação e o melhor conhecimento da espécie. Luís M. Arruda

Bibl. Instituto da Conservação da Natureza (1993), Livro vermelho dos vertebrados de Portugal, vol. III: Peixes marinhos e estuarinos. Lisboa, ICN. Nakamura, I. (1986), Istiophoridae In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 1000-1005. Santos, R. S., Porteiro, F. M. e Barreiros, J. P. (1997), Marine Fishes of the Azores: An annoted checklist and bibliography. Arquipélago, Life and Marine Supplement, 1. Ueyanagi, S., S. Kikawa, M. Uto e Y. Nishikawa (1970), Distribution, spawing, and relative abundance of billfishes in the Atlantic Ocean. Bulletin of Far Seas Fisheries Reseach Laboratory, 3: 15-55.