ervilha de cheiro
Nome vulgar Lathyrus odoratus (Leguminosae). Dicotiledónea. Planta anual que pode atingir 2 m, caules um tanto decumbentes, estípulas lanceoladas a semi-sagitadas; folhas compostas com um par de folíolos; flores dispostas em cacho de 1-3 flores, com aroma muito agradável, cálice campanulado, corola papilionácea que pode apresentar muitas cores e formas. Multiplica-se por semente. Nos Açores pode-se semear no início do Outono para florir no início da Primavera. Esta planta tem sido submetida a intensa hibridação, em consequência da qual, hoje existem variedades que não são trepadoras, mas anãs, podem ser cultivadas sem qualquer apoio, e, usadas em canteiros ou floreiras. Também existem variedades gigantes, com grandes flores e hastes compridas que são usadas para flor cortada. Entre estes dois extremos há um grande número de variedades com características intermédias. As chuvas prolongadas e a humidade constante, dificultam a cultura das variedades gigantes ao ar livre, nos Açores, mas sob coberto, desde que se lhes forneça apoio para trepar, cultivam-se facilmente. São bastante vulneráveis ao ataque de fungos, caracóis e lesmas, torna-se necessário vigiá-las e fazer os tratamentos atempadamente. Também são atacadas por afídeos e vírus, que são muitas vezes responsáveis pelo aparecimento de flores distorcidas e anormais. Raquel Costa e Silva
Bibl. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992). London, The Macmillan Press Limited, 3: 22.
