ervilha
Nome vulgar de Pisum sativum (Leguminosae). Dicotiledónea. A designação de ervilha aplica-se tanto à planta, como à vagem ou à semente. Planta anual que pode atingir 2 m, de cor glauca e comprimento muito variável. Apresenta gavinhas ramificadas, estípulas que podem atingir 6-10 cm, obliquamente ovadas, dentadas, e semi-amplexicaules na base; folhas compostas com 1-4 pares de folíolos suborbiculares a elípticos ou oblongos, inteiros ou dentados; flores dispostas em cacho, 1-3 flores, de corola branca, ou, estandarte lilás e asas de cor purpúrea; fruto uma vagem, oblonga ou linear, deíscente contendo 3-10 sementes com cerca de 5 mm de diâmetro. Crê-se que esta espécie teve a sua origem na Ásia Central e Sudoeste, no entanto, até hoje, não se encontraram espécies selvagens nessas regiões. Do Sudoeste da Ásia a cultura ter-se-ia estendido à Índia e à China. Na Europa já se consumiam ervilhas no séc. XV, mas ervilhas secas. O hábito de consumir ervilhas verdes, provavelmente só teria aparecido no séc. XVI.
Hoje existe um grande número de cultivares e o hábito de consumir este vegetal está generalizado das regiões temperadas às tropicais. Nestas últimas só se pode cultivar em elevadas altitudes, dado que esta espécie prefere regiões húmidas, temperaturas entre 3-18º C e solos neutros ou ligeiramente ácidos. As ervilhas podem ser utilizadas cozidas, como acompanhamento, em sopas ou guisados. A sua cultura é geralmente bem sucedida nos Açores, embora sejam atacadas por fungos, vírus, lesmas e caracóis, o que exige rotação de culturas, vigilância, e, tratamentos quando necessário. Torna-se remuneradora quando praticada em áreas que permitem mecanização e existe a possibilidade de a processar rapidamente, congelando-a ou enlatando-a, pois tem uma curta duração como vegetal fresco. Nos últimos anos, nos Açores, esta cultura tem sido abandonada. Praticamente a ervilha que se consome nestas ilhas, é importada, congelada ou enlatada Raquel Costa e Silva
Bibl. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992). London, The Macmillan Press Limited, 3.
