erva-moira

Nome vulgar Solanum nigrum (Solanaceae). Dicotiledónea. Erva anual ou bianual menos vezes vivaz, muito variável, com caules de 30-60 cm, erecta ou difusa, glabra ou sub-glabra, inerme; folhas ovadas a lanceoladas, inteiras ou subinteiras acuminadas no ápice, estreitamente acuneadas na base, pecíolos até 5 cm; inflorescências cimeiras umbeliformes, nos entre-nós, pedunculadas, com 3-10 flores, frouxas, solitárias, geralmente erecto patentes no fruto, cálice pouco acrescente, por vezes aderente à base da baga, corola branca rodada, estames com as anteras coniventes, ovário súpero, bilocular; fruto uma baga, com numerosas sementes, pequena, globosa e negra a verde na maturação. A propagação faz-se pelas sementes. O fruto, muito venenoso, possui solanina (alcalóide), dulcamarina, resina, substâncias pécticas e oxalato de cálcio. Tem propriedades narcóticas, sedativas e emolientes. As folhas, também venenosas, têm propriedades mais acentuadas do que os frutos. Raquel Costa e Silva

Bibl. Franco, J. A (1984), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores). Lisboa, Sociedade Astória, 2: 202. Vasconcellos, J. C. (1949), Plantas medicinais e aromáticas. Lisboa, Edição da Direcção Geral dos Serviços Agrícolas: 163.