erva-canarinha
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Gramíneas pertencentes à espécie Gaudinia fragilis, também conhecidas por erva-da-índia (Palhinha, 1966).
Segundo Franco (1998), é um terófito geralmente cespitoso. Colmos com (10-)20-100(-120) cm, erectos ou ascendentes, glabros. Folhas e bainhas mais ou menos vilosas, o limbo com 2-5 mm de largura; lígula com 0,5 mm, mais ou menos truncada, denticulada ou lacerada. Espiga com 5-40 cm, linear. Espiguetas com (8,5-)10-20 mm, com (2-)4-8(-11) flores. Glumas desiguais, a superior com 7-10(-12) mm, obtusa, a inferior com 2,5-6 mm, aguda. Lema com 6-9 mm na flor inferior, nas superiores mais curta; arista com (4-)9-17 mm geralmente geniculada e frouxamente contorcida na parte basal. Anteras com 2,5-4,5 mm.
Registada por Trelease (1897) para os Açores, Palhinha (1966) refere a sua ocorrência em todo o arquipélago, com excepção das ilhas Flores e Corvo, mas Franco (1998) refere-a apenas para as ilhas de Santa Maria, S. Miguel e Faial, de espontaneidade incerta, em sítios herbosos, geralmente húmidos. Luís M. Arruda
Bibl. Franco, J. A. (1998), Nova Flora de Portugal (Continente & Açores). Lisboa, Escolar Editora, III: 2. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Trelease, W. (1897), Botanical observations of the Azores. Eight Annual Report of the
