ericáceas
família botânica (Ericaceae). Dicotiledóneas. Cento e três géneros e três mil trezentas e cinquenta espécies, de árvore ou arbustos, por vezes lianas ou epífitas. As espécies europeias possuem micorrizas e desenvolvem-se em solos ácidos. Folhas simples, muitas vezes ericóides, dispostas em espiral, opostas ou verticiladas, sem estípulas; flores bissexuais, mais ou menos regulares, dispostas em cacho, umbelas ou solitárias, cálice geralmente com 5 sépalas, persistente, corola geralmente com 5 pétalas unidas num tubo, por vezes livres, estames dispostos em dois círculos em número duplo do das pétalas, por vezes mais de 20, ovário súpero ou ínfero resultante de 2-20 carpelos, mas o número mais frequente é de 5, placentação basilar, estilete simples, estigma capitado; fruto cápsula, drupa, baga, ou pseudobaga.
Algumas plantas endémicas para os Açores, pertencem a esta família, a urze, também conhecida por vassoura, mato ou barba-de-mato (Erica scoparia ssp. azorica), o queiró (Daboecia azorica), a rapa, queiró ou queiroga (Calluna vulgaris), e a uva-da-serra, uva-do-mato, uva-do-monte, uveira ou romania (Vaccinium cylindraceum). Também pertencem a esta família as azáleas (Rhododendron) que encontram muitas boas condições nestas ilhas. São frequentemente usadas para ornamentar as estradas de altitude, onde se mantêm com um mínimo de cuidados em excelentes condições, e, produzem uma deslumbrante floração. Em São Miguel, principalmente nas Furnas, encontra-se a maior concentração de azáleas do Arquipélago. Raquel Costa e Silva
Bibl. Franco, J. A (1984), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores). Lisboa, Sociedade Astória, 2: 3-10. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992). London. The Macmillan Press Limited, 2: 189. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves: 87-88.
