entomologia

Nome que se dá ao ramo da ciência que se dedica ao estudo dos insectos (Filo Arthropoda). Os insectos constituem o grupo de animais mais diverso do planeta e além dos insectos geralmente os outros grupos de artrópodes terrestres fazem também parte do âmbito de muitos estudos entomológicos. Os Açores, sendo ilhas oceânicas isoladas no Atlântico, têm atraído a atenção de muitos entomólogos desde meados do século XIX. A lista detalhada da literatura entomológica açoriana está disponível em duas publicações, uma temática que abrange os temas gerais, biogeografia, ecologia, entomologia aplicada e biospeleologia (Vieira e Borges, 1993) e outra que lista as publicações por grupo taxonómico (Borges e Vieira, 1994). Nestas duas compilações, muita da história da entomologia açoriana pode ser desvendada. Os franceses H. *Drouët e A. Morelet foram os primeiros naturalistas a fazer colheitas de artrópodes nos Açores, durante cerca de seis meses (Abril a Setembro de 1857), resultando daí os primeiros trabalhos com referência à fauna de insectos dos Açores (Drouët, 1859; Morelet, 1860). Notáveis ainda foram as expedições do iate L´Hirondelle (Guerne, 1888) e do Príncipe de Mónaco (Bolivar, 1892) e as colheitas do naturalista açoriano Afonso Chaves (Bolivar, 1894; Chaves, 1911, 1920).

A partir daí muitas expedições se realizaram aos Açores, geralmente lideradas por franceses (L. Chopard e A. Méquignon, em 1930), suecos (Richard Frey, R. Stora e Carl Cedercreutz, em 1938) e ingleses (expedição do Queen Mary College às ilhas do Pico e Faial, em 1952) (cf. Chapman, 1954). Uma das contribuições mais importantes para o estudo da fauna de insectos e outros artrópodes dos Açores resultou da expedição sueca de 1957 liderada por Per Brinck e Erick Dahl (Universidade de Lund) que distribuíram os diversos grupos de organismos por vários especialistas assistindo-se nas décadas de 60 e 70 a um elevado volume de publicações no Boletim do Museu Municipal do Funchal sobre a fauna de insectos dos Açores. Ainda nas décadas de 60 e 70, duas expedições inglesas do Chelsea College a S. Jorge (Julho 1967) e da Universidade de Newcastle a S. Miguel e Pico (em 1970) visitaram os Açores e fizeram colheitas.

Mas o grande salto quantitativo e eventualmente qualitativo foi dado a partir da década de 80 pelo aumento da diversidade de áreas abordadas (entomologia aplicada, ecologia de insectos, biospeleologia) que coincidiu com a implantação da Universidade dos Açores. De facto, não só houve a produção de trabalhos de investigação em entomologia no seio da Universidade como foram criadas sinergias com a colaboração com entomólogos estrangeiros. Também o aumento das facilidades de transporte aéreo para os Açores e inter-ilhas trouxe mais entomólogos aos Açores, como foi o caso de alguns entomólogos suecos, Gunnar Israelson, Gosta Gillerfors e A Tornvall que, na década de 80, contribuíram para um incremento no conhecimento da fauna de coleópteros dos Açores (Israelson, 1985; Gillerfors, 1988).

No que diz respeito à Universidade dos Açores, é de realçar o labor do eminente entomólogo português Vasco Garcia, na criação e dinamização do Laboratório de Ecologia Aplicada (Departamento de Biologia) que tem sido berço de grande parte da investigação em entomologia e ecologia aplicada nos Açores e formou muitos jovens entomólogos. Esse mesmo Laboratório colaborou na organização do 1.º Congresso Internacional da Sociedade Portuguesa de Entomologia (SPEN) em Ponta Delgada, em 1979, do qual resultou a publicação de alguns trabalhos de revisão num suplemento do Boletim da Sociedade Portuguesa de Entomologia (7, Supl. A) em 1982.

O entomólogo António Bivar de Sousa, presidente da SPEN durante muitos anos, realizou imensas colheitas nos Açores (mais em S. Miguel) que serviram para que ele próprio (Sousa, 1981) e muitos outros autores publicassem revisões e actualizações da fauna açoriana.

Ainda no final da década de 70, é criado em Santa Maria o “Centro dos Jovens Naturalistas” liderado pelo naturalista e entomólogo amador Dalberto Teixeira Pombo. Através de uma capacidade humana notável, Pombo colabora com vários entomólogos profissionais em colheitas na ilha de Santa Maria e envia muitos exemplares de insectos e outros artrópodes para vários especialistas nacionais e estrangeiros promovendo assim a publicação de muitos trabalhos que muitas vezes lhe dedicam espécies novas para a ciência.

Na década de 90, é criada a única entomoteca existente nos Açores, localizada no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, “Entomoteca Francisco de Arruda Furtado“ sendo curador o entomólogo Paulo A. V. Borges. Furtado foi o primeiro naturalista açoriano a desenvolver actividade nesta área. Assim, tendo verificado que as aranhas dos Açores não tinham sido estudadas, orientou a sua atenção para estes animais, que coleccionou e enviou ao aracnologista francês Eugéne Simon, dando, assim, início a uma longa e proveitosa cooperação científica (Arruda, 1994; 2002)

A entomologia aplicada nos Açores desenvolveu-se basicamente à volta de quatro questões principais: a) a luta biológica usando joaninhas (Garcia, 1975; Schanderl, 1983; Soares, 2001); b) a luta biológica usando himenópteros parasitóides (Garcia et al., 1995; Oliveira, 1996); c) o estudo da ecologia e controle do *escaravelho-japonês Popillia japonica Newman (Coleoptera, Scarabaeidae) na ilha Terceira (Martins, 1988; Lopes, 1999); d) o estudo da dinâmica populacional e controle da lagarta-das-pastagens Pseudalectia unipuncta (Haworth) (Lepidoptera, Noctuidae) (Tavares, 1989; Oliveira, 1996; Simões, 2001; Vieira, 2001).

Em termos de exploração de habitats particulares, só recentemente foram investigados como é o caso do meio subterrâneo. Apenas em 1988 e 1989 tiveram início as primeiras investigações com duas expedições científicas financiadas pela National Geographic e lideradas por Pedro Oromí (Universidade de La Laguna) e Philippe Ashmole (Universidade de Edimburgo) (Oromí et al., 1990), que, na segunda expedição, tiveram a colaboração do entomólogo da Universidade dos Açores Paulo A. V. Borges. Esse esforço foi continuado em várias das expedições dos “Montanheiros” na década de 90, sob a coordenação de P. Borges (Universidade dos Açores) e culminou com a publicação de uma lista comentada da fauna das cavidades vulcânicas dos Açores na Enciclopédia Bioespeleológica editada em França (Borges e Oromí, 1994).

A fauna de insectos e outros artrópodes de pastagens de três ilhas dos Açores (Santa Maria, Terceira e Pico) foi detalhadamente descrita em diversos trabalhos recentes (Borges, 1997, 1999; Borges et al., 2000a), podendo neste momento ter-se uma ideia da entomofauna associada ao habitat mais extenso das ilhas açorianas, as pastagens.

Outro habitat particularmente interessante é a copa das árvores nativas e endémicas dos Açores que desde 1998 tem sido investigado no âmbito do Projecto BALA – Biodiversidade dos Artrópodes da Laurisilva dos Açores (Borges et al., 2000b) com a descoberta de uma comunidade de insectos e outros artrópodes muito rica (Gaspar et al., 2000; Melo, 2001; Amaral, 2002). Aliás o projecto BALA, sob a coordenação de P. A. V. Borges (Universidade dos Açores – Departamento de Ciências Agrárias), dinamizou os estudos taxonómicos e ecológicos da fauna de insectos e outros artrópodes dos Açores entre 1998 e 2002, promovendo diversas expedições às várias ilhas dos Açores com o objectivo de amostrar de forma padronizada a fauna de artrópodes epígeos e da copa de Reservas Florestais Naturais dos Açores. Nestas expedições participaram vários entomólogos nacionais (Artur Serrano, A. Bivar de Sousa, Carlos Aguiar, Genage André e José A. Quartau) e estrangeiros (Andrew Polaszek, Henrik Enghoff, Joerg Wünderlich). A publicação dos resultados dessas expedições irá demorar vários anos.

Em termos taxonómicos, nem todos os grupos de insectos e outros artrópodes terrestres têm sido estudados de forma igual. Alguns grupos necessitam de revisões cuidadas e listas actualizadas (Crustacea, parte dos Homoptera, Heteroptera, Diptera, Hymenoptera). Para outros grupos estão disponíveis algumas revisões recentes: Araneae (Wünderlich, 1991); Acari – Oribatidae (Perez-Iñigo, 1988, 1992), Chilopoda (Eason e Ashmole, 1992); Collembola (Gama, 1986; 1988); Thysanura (Mendes, 1989); Psocoptera (Baz, 1989); Thysanoptera (Zur Strassen, 1973, 1981, 1984); Aphididae – Homoptera (Ilharco, 1982); Cicadellidae – Homoptera (Quartau, 1982); Coleoptera (Borges, 1990); Lepidoptera (Vieira e Pintureau, 1993; Vieira, 1997).

No que diz respeito aos entomólogos açorianos ainda em actividade, deveremos destacar o entomólogo amador de Santa Maria, Dalberto Teixeira Pombo, que foi um dos pioneiros da educação ambiental nos Açores, movimentando muitos jovens em actividades fora da escola. Num âmbito mais profissional estão em actividade no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores: Paulo A. V. Borges, especialista em taxonomia de coleópteros e em ecologia de insectos; Ana Simões e David Horta Lopes, especialistas em entomologia aplicada; e no Departamento de Biologia da mesma universidade: Virgílio Vieira, especialista em taxonomia e ecologia de lepidópteros; Vasco Garcia, António Onofre Soares e Henrique Schanderl, especialistas em ecologia de joaninhas (Coleoptera, Coccinellidae); Anunciação Ventura, especialista em ecologia de Neuroptera; João Tavares, António Martins, Luísa Oliveira e Patrícia Garcia, especialistas em entomologia aplicada. Paulo Borges

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