Echo Jorgense
Folha democratica, independente começou a ser publicada às segundas-feiras, na vila das Velas, ilha de S. Jorge, em 31 de Maio de 1897. Era administrador José Dias dEscobar e editor Manuel de Sousa Luiz. A tipografia e a administração funcionavam na rua de Roque Affonso, Velas.
O editorial do número 1, São Jorge Vélas, começa: «Foi suprimido O Ecco Jorgense, que jà ia no seu XIV anno de publicação.
«Motivou esta suspensão uma querella contra o seu ultimo editor, por ter o seu administrador, na paginação, collocado o nome do mesmo editor a meio da 2ª columna da ultima pagina, em vez de sel-o no fim, ou ao alto da 1ª pagina, como decreta a celebre lei das rolhas (ver Ecco Jorgense).
«[...] Supprimido, pois o saudoso Ecco, tivémos de habilitar outro periodico, que vae encetar a sua entrada no mundo sob o titulo de Echo Jorgense».
Anunciou publicar-se às segundas-feiras, mas o número 2 só foi publicado a 10 de Junho seguinte, anunciando sair às quinta-feiras e o número 3, a 24 de Junho. A partir do número 4 passou a ser publicado aos domingos na vila da Calheta. No editorial deste número, Calheta S. Jorge, regista a começar: «O Echo Jorgense publica-se na villa da Calheta.
«Escusem-nos os leitores as razões, que porventura houve, para ser transferida das Velas a sua publicação.
«Saibam somente qa sua publicação veiu preencher uma lacuna, a qual era a falta qesta localidade tinha duma voz que clamasse alto pelo cumprimento dobrigações duns e pelo concurso de todos os seus habitantes para desapparecerem tantas necessidades, que se avolumam de dia para dia por efeito dessa outra necessidade que temos de acompanhar nossas irmãs no seu caminhar progressivo».
Formato 42 cm x 29,5 cm, 4 páginas, 4 colunas, inclui editorial S. Jorge Vélas, primeiro, S. Jorge Calheta, depois, folhetim, notícias e anúncios.
Foi publicado, pelo menos, até 19 de Dezembro de 1897, número 26. Luís M. Arruda (2006)
Fonte. Colecção existente na Biblioteca Municipal de Velas.
