Duarte, António
[A. Ferreira D.] [N. Bandeiras, ilha do Pico, 11.4.1932 m. Horta, 28.9.1984] Durante a sua infância e adolescência frequentou a Escola Primária da Matriz e o antigo Liceu da Horta. Em Lisboa frequentou, durante três anos incompletos, o curso de Filologia Germânica na Universidade de Lisboa. Regressou ao Faial em 1964, tendo no ano seguinte sido colocado, como professor eventual, na Escola Secundária da Horta, onde leccionou até ao ano de 1970.
Em 1971 regressou a Coimbra, onde permaneceu até 1974/1975 tendo aí concluído a licenciatura em Filologia Germânica e tendo exercido funções docentes na Escola Secundária da Mealhada. Ainda em Coimbra frequentou o TEUC (Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra), tendo colaborado na prestigiada revista Vértice de índole cultural. Regressou à Horta em 1976/1977 e em cujas Escola Secundária e Escola do Magistério leccionou inglês e alemão até que a morte prematuramente o levou.
Animador cultural, intelectual íntegro e coerente, homem de tertúlias várias e variadas, distinguiu-se como professor, pedagogo, encenador e actor. O grupo de teatro Te-Hor, por ele criado, marcou indelevelmente a cultura da ilha do Faial. Para além de muitos recitais de poesia (de que foi excelente divulgador e diseur), encenou autores como Gil Vicente (Autos), Camões, Fernando Pessoa, Ionesco (A cantora careca), Eugene ONeil (O Óleo), Brecht (A excepção e a regra), Jean Anouilh (O ensaio), Ary dos Santos (No Tempo da Lenda das Amendoeiras), entre outros.
Personalidade cívica de relevo, homem de atitudes, cidadão da fraternidade, da amizade e da coragem, António Duarte exerceu ainda diversos cargos no âmbito do Partido Comunista Português. Victor Rui Dores
