driopídeos
Insectos coleópteros incluídos na superfamília dos Byrrhoidea (Lawrence & Newton, 1995). Os indivíduos deste grupo são normalmente de dimensões pequenas (1 a 8 mm). A coloração destes insectos pode ser prateada, acastanhada ou mesmo amarelada, sendo a pubescência mais ou menos conspícua. A maioria dos driopídeos são fitófagos, vivendo na manta morta do solo e em sistemas aquáticos ou a ele vizinhos. Os adultos depositam os ovos na proximidade da água ou nos caules das plantas aquáticas e o desenvolvimento das larvas é relativamente rápido. Os adultos são bastas vezes atraídos às luzes artificiais. O corpo é oval alongado, sendo a cabeça quase sempre prognata e recolhida dentro do protórax. Na cabeça destacam-se as antenas clavadas com os artículos pectinados ou flabelados, mas em que o segundo antenómero (pedicelo) tem uma forma auricular característica cobrindo alguns dos outros segmentos. As peças da armadura bucal são conformes ao tipo triturador ou mastigador. O tórax (pronoto) é quase sempre muito mais largo do que a cabeça, apresentando uma forma mais ou menos ovalada a rectangular. Os tarsos possuem 5 artículos, normalmente estreitos e filiformes. Para uma descrição pormenorizada das várias componentes estruturais do corpo dos driopídeos aconselhamos a consulta de Olmi (1976) e Shepard (2000).
Esta família de coleópteros encontra-se em todas as Regiões Zoogeográficas, com excepção da Austrália e da Antárctida, sendo mais diversificada nos trópicos. Nos Açores ocorrem em algumas ilhas apenas duas espécies, ambas do género Dryops [D. algiricus Lucas e D. luridus (Erichson)] e com uma vasta distribuição na Bacia Mediterrânica. Para mais dados sobre a distribuição e biogeografia destes coleópteros nos Açores aconselhamos a consulta de Borges (1992). Artur Serrano (2003)
Bibl. Borges, P. A. V. (1990), A Checklist of the Coleoptera from the
