doirado
Nome vulgar das espécies de peixe marinho Coryphaena equiselis e C. hippurus (Coryphaenidae) de acordo com Collins (1954), ICN (1993), e Santos et al. (1997) também conhecidos por dourado (Instituto da Conservação da Natureza, 1993; Martins, 1981; Sampaio, 1904; Santos et al., 1997).
Em C. Equiselis, segundo Collette (1986), nos adultos, a maior altura do corpo é maior do que 25% do comprimento standard; os jovens, até 30 cm de comprimento, têm perfil da cabeça ligeiramente convexo. Mancha de dentes sobre a língua grande e trapezoidal. Barbatana dorsal com 52-59 raios; barbatana anal convexa, estendendo-se desde o ânus quase até à barbatana caudal; barbatanas peitorais com cerca de metade do comprimento da cabeça. Linha lateral com 200 escamas ou menos. Jovens com a margem da barbatana caudal despigmentada; barbatanas pélvicas despigmentadas.
Em C. hippurus, segundo Collette (1986), nos adultos, a maior altura do corpo é menor do que 25% do comprimento standard; os jovens, até 30 cm de comprimento, com o corpo delgado, alongado, com o perfil da cabeça ligeiramente convexo; nos machos maiores (30-60 cm) o perfil da cabeça torna-se vertical com o desenvolvimento da crista óssea.
Possui mancha de dentes sobre a língua pequena e oval. Barbatana dorsal com 58-66 raios; barbatana anal côncava, estendendo-se desde o ânus quase até à barbatana caudal; barbatanas peitorais com cerca de metade do comprimento da cabeça. Linha lateral com 200 escamas ou mais. Dorso de cor azul-acinzentado, metálico brilhante. Jovens com apenas as extremidades dos lobos caudais não pigmentados; barbatanas pélvicas pretas.
Ambas as espécies são pelágicas, habitam águas abertas mas também próximas da costa. Ocorrem por todo o mundo em águas tropicais e subtropicais mas a sua distribuição geográfica não é bem conhecida devido à confusão possível entre ambas.
Valenciennes (1833), com base num indivíduo dos Açores, descreveu a espécie C. equiselis como C. azorica. C. hippurus está registada para o arquipélago por Lütken (1880). Luís M. Arruda (2003)
Bibl. Collins, B. B. (1984), Coryphaenidae In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 845-846. Instituto da Conservação da Natureza (1993), Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, vol. III: Peixes marinhos e estuarinos. Lisboa, ICN. Lütken, C. F. (1880), Spolia Atlantica. Bidrag til Kundskab om Formforandriger hos Fiske under deres Vaext og Udvikling, saerligt hos nogle af Atlanterhavets Højsøfiske. Kongelige danske Videnskabernes Seleskab Skrifter, Kjøbenhavn (5), 12, 6: 409-613. Martins, H. R. (1981), Nomenclatura de peixes de valor comercial dos Açores. Açoreana, 6, 2: 127-129. Sampaio, A. S., (1904), Memória sobre a ilha Terceira. Peixes. Angra do Heroísmo, Imp. Municipal: 129-136.
