disjunção esferoidal

Estrutura de alteração muito comum em rochas vulcânicas, mas que pode ocorrer igualmente em rochas plutónicas (granitos, gabros), ou ainda em determinados sedimentos granulares homogéneos (por exemplo: arenitos), afectados por três sistemas de diaclases (fracturas).

Nas rochas lávicas a disjunção esferoidal, também chamada disjunção em bolas, resulta da propagação dos processos de alteração ao longo de descontinuidades existentes na rocha, normalmente os planos de disjunção em lajes e prismática. Aquelas fracturas, que dividem a rocha em blocos prismáticos mais ou menos equidimensionais, permitem a circulação da água que promove a meteorização química (alteração) da rocha. A velocidade da alteração é progressivamente maior nas faces (onde a alteração progride a partir de uma só superfície), nas arestas (onde a alteração se faz a partir de duas superfícies contíguas) e nos vértices (onde convergem três faces) de cada bloco de rocha. Formam-se então camadas de rocha alterada, com diferentes graus de alteração, cuja forma é progressivamente mais próxima de uma esfera ou elipsóide quanto mais a alteração progride para o interior do bloco. Num estado avançado de alteração a rocha encontra-se dividida em bolas de alteração que apresentam estrutura concêntrica, como as camadas de uma cebola. Quando ainda existe rocha sã, ela encontra-se no núcleo da bola. Em estados de alteração extrema a rocha lávica encontra-se quase totalmente transformada em minerais de argila. José Madeira (Ago.2002)