diretemídeos

Nome dado aos peixes marinhos da família Diretmidae. Segundo Post (1986), os indivíduos desta família têm o corpo alto, comprimido; olhos grandes; boca profunda, oblíqua; dentes pequenos; uma supramaxila; brânquias semelhantes a ripas. Sem espinhos nas barbatanas verticais. Escamas ctenóides. Sem linha lateral visível.

Mesoplágicos, moderadamente raros, alimentam-se de plâncton. Todas as espécies possuem agregados de glândulas sobre a parede média da câmara branquial; a secreção destas glândulas tem sido interpretada como um sistema de defesa, tendo um efeito de mau cheiro sobre os predadores potenciais.

Para os Açores está registada a espécie Diretmus argenteus, por Roule (1919) (cf. Santos et al., 1997). Os indivíduos desta espécie sofrem metamorfismo ao passarem do estado jovem ao adulto. Os jovens têm espinhos cefálicos e preoperculares, ambos dirigidos para trás. Adultos sem estes espinhos cefálicos; corpo, sem pedúnculo caudal, tão longo como alto. Barbatana caudal com 25 a 29 raios; anal com (18) 19-24; peitoral (16) 17-20. Cor prateada. Mesopelágicos (os jovens habitam desde a superfície até 250 m de profundidade e os adultos principalmente entre 500 e 700 m) são conhecidos de todos os oceanos, em águas temperadas e tropicais (Post, 1986). Luís M. Arruda (2003)

Bibl. Post, A. (1986), Diretmidae In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 743-746. Roule, L. (1919), Poissons provenant des campagnes du yacht Princesse-Alice (1891-1913) et du yacht Hirondelle II (1914). Résultats des campagnes scientifiques accomplies sur son yacht par Albert I, Prince souverain de Monaco: 52-53. Santos, R. S., Porteiro, F. M. e Barreiros, J. P. (1997), Marine Fishes of the Azores: An annoted checklist and bibliography. Arquipélago (Life and Marine Sciences), Supplement 1.