Diogo, D.
[N. ?, c. 1452 m. Palmela, 1484]. Donatário dos Açores. Filho do Infante D. Fernando e de D. Beatriz, herdou o governo da casa ducal de Viseu-Beja e do senhorio da Covilhã por morte do pai, em 1470, e do irmão, D. João, em 1472. Até atingir a maioridade, ficou sob tutela de sua mãe. Herdou uma casa rica e poderosa (Sousa, 2001) e, no caso dos Açores, um espaço cujo povoamento entrara na fase decisiva, por acção da Infanta D. Beatriz. A sua prática enquanto donatário dos Açores é mal conhecida, mas parece ter prestado pouca atenção aos respectivos domínios insulares, muito provavelmente porque preparava a conspiração contra D. João II, seu primo. Com a assinatura de D. Diogo, conhecemos a carta de doação de 4.5.1483, pela qual concedeu a capitania de S. Jorge a João Vaz *Corte Real, que era já capitão de Angra (Arruda, 1977: 182-186). Líder da conjura nobre contra o monarca, D. Diogo foi chamado pelo rei ao castelo de Palmela, onde o próprio D. João II o apunhalou, matando-o. José Damião Rodrigues (Jul.2002)
Bibl. Arquivo dos Açores (1980-1983). Ponta Delgada, Universidade dos Açores, I, XII. Arruda, M. M. V. (1977), Colecção de documentos relativos ao descobrimento e povoamento dos Açores. 2.ª ed., Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada. Maldonado, M. L. (1989), Fenix Angrence. Angra do Heroísmo, Instituto Histórico da Ilha Terceira, 1. Serrão, J. V. (1981), Diogo, D. (1452 ?-1484). In Serrão, J. (dir.), Dicionário de História de Portugal. Porto, Liv. Figueirinhas, II: 309. Sousa, J. S. (2001), O ducado de Viseu no século XV. Anais de História de Além-Mar, 2: 139-156.
