Diniz

Da ilha Terceira – É extremamente provável que se tenham radicado nos Açores várias famílias usando o apelido Diniz sem que exista necessariamente um parentesco entre elas, pois surgem, designadamente no Ramo Grande, outros ramos familiares de Dinizes, desde os finais do século XVI ou inícios do XVII.

Os mais antigos deste apelido (devidamente referenciados) que foi possível organizar sequencialmente procedem de Manuel Vaz Diniz e de sua mulher Maria Lucas, residentes na Agualva, ilha Terceira, no terceiro quartel do século XVI. Este casal teve, pelo menos um filho conhecido, Pedro Vaz Diniz, que se aliou pelo casamento aos Machados, Vieiras e Fagundes. Com efeito, este Pedro Vaz Diniz casou, em 26.7.1618, em Santa Bárbara das Nove Ribeiras, ilha Terceira, com Maria Gonçalves, baptizada na mesma freguesia em 11.3.1595, e filha do capitão Melchior Ferreira Machado e de sua 1.ª mulher Barbara Martins de Borba, casados em 26.6.1591, também na mesma freguesia.

Esta Maria Gonçalves era neta paterna do capitão Antão Martins Fagundes e de sua mulher Bárbara Dias Vieira Machado, casados em 15.6.1560, em Santa Bárbara; neta materna de João Martins de Borba e de sua mulher Bárbara Gonçalves.

Pedro Vaz Diniz e sua mulher Maria Gonçalves tiveram, pelo menos, um filho, Gaspar Machado Diniz, baptizado em 29.5.1624, na Agualva, que veio a casar na vila da Praia, a 23.1.1643, com Apolónia Gomes de Freitas, baptizada em 7.1.1626, nas Lages da ilha Terceira, filha de Lázaro Gonçalves e de sua mulher Francisca de Freitas, que tinham casado em 13.9.1615, na Vila Nova.

Gaspar Machado Diniz e sua mulher Apolónia Gomes de Freitas tiveram pelo menos uma filha, Margarida Machado Fagundes, que casou a 6.5.1680, na vila da Praia da mesma ilha Terceira, com André Escoto da Fonseca, filho de Sebastião da Fonseca Saraiva e de sua mulher Maria Luís, com geração actual. Manuel Lamas (Nov.2003)