Diário Insular

Jornal publicado em Angra do Heroísmo, propriedade da Sociedade Terceirense de Publicidade. Iniciou a 16.2.1946 e continua a publicar-se. É o continuador do jornal A Pátria, periódico da oposição que, em 1937, foi obrigado a ceder o título à União Nacional de Angra. Intimamente ligado ao regime beneficiou de várias regalias. Por ofício do governador civil (25.1.1946) solicitava-se um financiamento à União Nacional em Lisboa, no valor de 50 mil escudos para oficinas tipográficas próprias. Em Novembro de 1947, a União Nacional atribuiu-lhe um subsídio mensal no valor de 3 mil escudos, retroactivos a Julho. Joaquim Rocha Alves foi o seu primeiro director, mas Cândido Pamplona Forjaz foi o elemento mais preponderante desde o início, assumindo a direcção entre 1961-1974. Com um espírito combativo, defendeu o regime, combateu acerrimamente o comunismo, pugnou pela defesa dos interesses dos Açores e da Terceira, em particular, nas mais diversas áreas. O seu lema “Pelos Açores ao serviço da Nação”, foi cumprido na íntegra. Para além das grandes questões de carácter político nacional e internacional, dedicou atenção à cultura, publicando suplementos literários. Durante vários anos inseriu páginas temáticas, relacionadas com a mulher, a juventude ou a agricultura. Depois do 25 de Abril de 1974, continuou a defender a autonomia política, administrativa e financeira da região. Em relação à Terceira, pugnou pela “libertação da opressão revolucionária, restabelecimento do Estado de direito e pluralidade de opiniões”. Na sequência do sismo de 1 de Janeiro de 1980, esteve algum tempo encerrado porque as suas instalações foram atingidas. Em 1982, a propriedade passou na totalidade para os descendentes de Flores Brasil, um dos seus fundadores, fazendo parte de um importante grupo económico terceirense. A partir de então, sofreu uma grande remodelação gráfica e foi o primeiro jornal açoriano a estar acessível na Internet (1996). Foram seus directores depois de 1974: Ricardo Melo, José Gabriel Rodrigues, José Guilherme Reis Leite, António Maria Mendes e José Lourenço, que se mantém no presente. Carlos Enes (Mar.2003)