Descentralisação (A)
Hebdomadário autonomista e progressista. Iniciou publicação a 4.11.1898, em Ponta Delgada, saindo às sextas-feiras. Tinha como editor, proprietário e administrador Jacintho de Souza Cardozo. A redacção e a administração funcionavam na Rua do Theatro, 12. Foi seu redactor Francisco Palha. Era impresso na Typographia Elzeviriana, sita nessa rua.
No editorial do primeiro número refere a começar: «Não é uma lacuna que esta folha vem preencher, porquanto a ideia que o seu título representa já foi victoriosamente defendida pela Autonomia dos Açores e o decreto de 2 de Março de 1895 tem demonstrado de sobejo o que vale, na administração dos povos, o systema descentralizador que estamos fruindo.
«O nosso desejo, ao descermos á arena jornalistica só visa à defeza das regalias que aquelle decreto nos concedeu, pugnando ainda por quaesquer reformas que o ampliem no sentido de acompanhar a evolução civilizadora, que dia a dia está transformando esta pequena parcella do território portuguez».
E a terminar: «Quando haja motivo para censura, que esta se não demore; quando o elogio se tornar indispensável que se manifeste.
«Eis a nossa bandeira».
Deixou de ser publicado com o n.º 46, de 15.9.1899, por ter sido vendida a tipografia onde era impresso e J. S. Cardozo ter transferido a sua residência para as Furnas.
Formato 47 cm x 32,7 cm, 4 páginas, 4 colunas. Publicava editorial, artigos de opinião, noticiário, geralmente regional e local, folhetim e anúncios. Os números 30 a 46 inserem artigos, não assinados, com o título genérico «Refutação da crítica dum livro Os Alienados nos Açores». Inclui colaboração de Francisco Jácome Correia.
Descrição com base na colecção, incompleta, existente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. Luís M. Arruda (2003)
