Defesa (A)
1 Folha republicana semanal, publicada na vila da Povoação, ilha de S. Miguel. Editada e administrada por Agostinho Cabral, surgiu no dia 9 de Março de 1919 e terminou com o número 19, a 21 de Agosto do mesmo ano. Apresenta-se como defensor dos interesses dos «munícipes do concelho que ruinosamente têm sido administrados». Como muitos outros periódicos, surgiu uns meses antes das eleições para se extinguir após o acto eleitoral. Neste caso, acabou por apoiar os candidatos da Conjunção Republicana. De resto, limitou-se a pequenas notícias locais e a resumos das deliberações da Câmara Municipal. 2 Semanário publicado em Angra do Heroísmo, ligado à União Republicana. Iniciou a publicação a 18 de Janeiro de 1914 e terminou a 17 de Setembro de 1927, com o número 217. Neste período sofreu duas interrupções: a primeira a 20 de Março de 1915 (n.º 59), para retomar a 31 de Julho do ano seguinte até ao n.º 95, em 1918; só voltou a reaparecer a 20 de Dezembro de 1924. Enquanto órgão da União Republicana conheceu vários directores, proprietários e editores: António Ramos Moniz de Sá Corte-Real, Miguel Forjaz Coelho *Borges, Joaquim Bartolomeu Flores e António de Sousa Hilário Júnior. Nas suas quatro páginas, dedicou-se a questões essencialmente locais, denunciando arbitrariedades e irregularidades dos organismos administrativos geridos pelos adversários políticos. Inclui artigos de correligionários líderes do partido a nível nacional, polemiza com periódicos locais e transcreve poesias de autores açorianos e continentais. A partir de 1924, apresentou-se como semanário republicano, sem filiação partidária. Ressurgiu para protestar contra manigâncias políticas, tendo como editor e administrador João de Sousa Marques. Reduziu para duas páginas, mantendo o formato mais pequeno, já utilizado a partir do n.º 75, em 1917. 3 Jornal semanário publicado em Santa Cruz da Graciosa. Foi seu director e proprietário Ildefonso Augusto Athayde e editor Frederico Inácio Cardoso. Iniciou a publicação a 7 de Janeiro de 1934 e terminou com o número 67, a 25 de Abril do ano seguinte. Era um jornal de carácter essencialmente localista, defendendo os interesses da Graciosa face ao predomínio de Angra do Heroísmo. Publicou vários artigos a favor da autonomia municipal em vez da autonomia administrativa distrital que, na sua perspectiva, marginalizava as ilhas mais pequenas. A frase, Terceira ...só Terceira, serviu de mote a essa campanha, acompanhada de dados que demonstravam os entraves ao desenvolvimento, nomeadamente em torno do problema do vinho da Graciosa que estava sujeito a impostos elevados ao entrar na Terceira. Inclui também algumas notícias locais, nacionais e estrangeiras, bem como poesia. Carlos Enes (Jan.2003)
4 Semanário publicado em Ponta Delgada que saía aos sábados e era de feição religiosa. O primeiro número apareceu a 6.12.1884 e acabou como n.º 5, a 3.1.1885. Foi dirigido e editado pelo cura dos Arrifes, pe. José Bernardo Mendes. Imprimia-se na Tipografia Açoriana. 5 Semanário da cidade de Ponta Delgada, cujo primeiro número é de 17.5.1906 e acabou com o n.º 16, de 30.8.1907. Foi seu editor F. de Medeiros Silva e imprimia-se na Tipografia Central, na Rua do Castilho. J. G. Reis Leite (Mai.2005)
