Debate (O)
1 Jornal semanário, editado às quartas-feiras, que começou a publicar-se, na Horta, em Março de 1889. Tinha redacção e administração na Rua D. Pedro IV, 20 – loja. Trata de questões da política local e inclui noticiário de interesse regional. Descrição baseada nos números 2, 7, 8, 13 e 14 existente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta.
Segundo Lima (1943), começou a publicar-se a 30 de Março e tinha como redactor Manuel Victor da Rocha. Luís M. Arruda (2003)
Bibl. Lima, M. (1943), Anais do Município da Horta. Ilha do Faial. Famalicão, Minerva
2 Semanário político-liberal que se publicou em Ponta Delgada, às quintas-feiras. Iniciou a publicação a 10.8.1905 mas, por razões legais, saiu com a data emendada para 14. Era propriedade de Francisco Palha que também era editor responsável. Inicialmente, teve redacção e administração na Rua da Canada, 181, mudando depois para a Rua d’Água, 68, Rua Nova, 52, Rua do Passal, 35 e Rua do Theatro, 12. Foi impresso, primeiro na Typographia de Ruy da Paz Moraes e depois, sucessivamente, na Typ. Central, Rua de S. Brás, 104-106, na Rua do Castilho, 1, e novamente na Typ. Commercio Michaelense, de Paz Moraes, na Rua do Mastro, 12.
No editorial “A quem nos ler” regista: «E cada passo dado pela sociedade em sentido retrógrado, traduz, para quem de perto examine as misérias humanas, o decuplo daqueles que se poderiam dar na estrada luminosa do provir.
«Seja pois, este o lemma da nossa bandeira, immaculada no seu ideal, comquanto bastas vezes se veja conspurcada pela baba peçonhenta da calumnia, alvejada por diatribes, mal sustentada pela fraqueza de quem lhe empunha a haste, de quem a fita como sacratíssimo pendão do dia de amanhã».
Formato 41,2 cm x 28,7 cm, 4 páginas, 4 colunas. Publicava artigos de opinião, anúncios e um folhetim.
Deixou de publicar-se a 22.6.1907 (nº 74).
Descrição com base nos n.os 1 a 74 existentes na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.
3 Semanário, órgão e propriedade do Centro Republicano Democrático de Ponta Delgada. Iniciou a publicação em 17.4.1915 com edição de Antero Tavares e administração de Luiz J. Carvalho. No n.º 2 (24.4.1915), Mariano d’Arruda aparece como director e Luiz J. Carvalho como editor. A partida de d’Arruda para o Congresso levou à sua substituição, primeiro, por Carlos José Borges (22.7.1915) e, depois, por Luiz Carvalho (5.8.1915) e Duarte Nobre da Veiga (16.2.1916). A administração passou, sucessivamente, a Aníbal E. Mendonça e a José Maria C. M. Sobrinho.
A redacção e a administração funcionavam na Rua Nunes da Silva, 55 – 1.º, depois na Rua da Alfândega, 9 A e na Rua do Arco. Era impresso na Typ. Moderna, Fonte Velha, 34 e 36.
No editorial “O nosso fim” refere: «O Debate vem apenas cumprir o inadiavel dever de levantar bem alto o protesto de todos os democraticos deste distrito contra todas as ilegalidades, contra a desordem em nome da ordem, contra a perseguição em nome da concordia e da paz; [...]». E mais à frente: «[...] têm nele a palavra todos os nossos correlegionários; mas orgão republicano, podem nele depor todos os que não concordam que regressemos ao poder pessoal de um homem, ainda que se diga velho republicano como Pimenta de Castro».
Em 5.8.1916 (n.º 58) anuncia que deixou de ser órgão do partido e que é substituído nessa função pelo jornal O Tempo.
Formato 44 cm x 39 cm, 6 páginas nos três primeiros números, passando a 4 páginas a partir do n.º 4, 4 colunas. Publicava artigos e opinião e um folhetim.
Descrição com base nos n.os 1 a 58 existentes na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada. Luís M. Arruda (2003)
