damasqueiro
Nome vulgar de Prunus armeniaca (Rosaceae). Prunus é a designação de todas as espécies da família das rosáceas que produzem frutos com caroço que no seu conjunto são denominadas prunóideas e englobam a ameixeira, a amendoeira, o damasqueiro, a cerejeira, o pessegueiro, a ginja-do-mato e muitas outras espécies. O damasqueiro é cultivado pelos seus frutos, que podem ser consumidos frescos, secos, enlatados, em compota, e de cujo caroço se pode extrair óleo alimentar. São designados damascos ou alperches. Embora o seu nome botânico possa levar a crer que é uma espécie natural da Arménia, hoje é geralmente aceite que é oriunda da China. Supõe-se que teria atingido o Médio Oriente através da estrada da seda, assim como o pessegueiro. Na China, segundo velhas descrições, já era cultivado 3000 A.C., e ainda hoje se encontram plantas selvagens de damasqueiro no Norte da China, Mongólia e Cáucaso. Atribui-se a Alexandre Magno a introdução desta fruteira na Grécia donde teria vindo para Roma e restante Europa. No século XX plantaram-se grandes áreas de damasqueiro na Austrália e na Califórnia, mas a área dedicada ao seu cultivo na Califórnia tem sido destruída para construção. Nos Açores, nas ilhas do Pico e Terceira também houve plantações mas, na zona próxima da baía da Praia da Vitória, onde existiram os pomares apenas restam algumas lindas árvores, sobreviventes, cuja produção não chega para o abastecimento da Ilha. O damasqueiro prefere terrenos férteis e com boa retenção da humidade, pH 6,5-7,5. Não suporta terrenos ricos em cálcio e adapta-se bem em zonas próximas do mar. A copa desta árvore forma naturalmente uma quilha virada para os ventos dominantes o que lhe permite resistir aos ventos marítimos. O damasqueiro é uma árvore de folha caduca que atinge 3-6 m, por vezes 10 m, tronco rugoso, raminhos vermelho acastanhados, folhas ovadas ou suborbiculares, com pecíolos encarnados, caniculados, glandulares na base; flores solitárias, com 4 cm de diâmetro, brancas ou ligeiramente rosadas, cálice piloso, estames 25-45 com filete branco e antera amarela; fruto globoso, ovóide ou obovóide, branco, amarelo ou laranja avermelhado, pubescente, amadurece no fim da Primavera ou início do Verão; caroço globoso, ovóide ou obovóide. A propagação faz-se geralmente por enxertia, mas, a germinação dos caroços é mais bem sucedida do que na maioria das fruteiras. O compasso de plantação é de 5-7 m. Uma boa produção exige cuidados e vigilância. Raquel Costa e Silva (Jan.2003)
Bibl. Franco, J. A.(1971), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores). Lisboa, Sociedade Astória: I: 294. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, The Macmillan Press Limited, 3: 734. Vasconcellos, J. C. (1949), Plantas Medicinais e Aromáticas. Lisboa, Direcção Geral dos Serviços Agrícolas: 164.
