cubres

Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Asteráceas pertencentes à espécie Solidago sempervirens (Palhinha, 1966; Sjögren, 1984; 2001).

São plantas constituídas por um pequeno tronco, com até 60 cm de comprimento, de onde saem as ramificações, com numerosas folhas apiculadas e espessas; as flores de tamanho pequeno, são de cor amarela e ocorrem em grande número (Sjögren, 1984; 2001).

Ocorre em todas as ilhas do arquipélago, junto à costa, sempre em associação com Crithmum maritimum (perrexil-do-mar) e Asplenium marinum, nos depósitos de vertente e nas falésias até 250 m de altitude, e acima apenas no Faial e nas ilhas do grupo ocidental. Frequente, dispersa, nos prados endémicos costeiros de Festuca petraea (*bracel-da-rocha), e em habitats fortemente expostos, ao longo de caminhos e junto de muros de pedra (Sjögren, 1984; 2001). Dominante na vegetação costeira, as falésias tornam-se inteiramente amarelas no momento da floração, no fim do verão, na ilha das Flores de cujo efeito tira o seu nome (Medeiros, 1967; Sjögren, 2001). Também a Fajã dos Cubres, na costa norte da ilha de S. Jorge, tem o seu nome relacionado com a abundância desta espécie. Ou proveniente da América do Norte ou integrante da vegetação primitiva dos Açores, está actualmente naturalizada, não ameaçando a vegetação natural (Medeiros, 1967; Palhinha, 1966; Sjögren, 1984; 2001).

Espécie registada para os Açores por Seubert e Hochstetter (1843) como S. azorica. Luís M. Arruda (2002)

Bibl. Medeiros, C. A. (1967), A ilha do Corvo. Lisboa, Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Seubert, M. e Hochstetter, C. (1843), Uebersicht der Flora der azorischen Inseln. Archiv für Naturgeschichte, 9, 1: 1-24. Sjögren, E. (1984), Açores, Flores. Horta, Direcção Regional de Turismo. Id. (2001), Plantas e flores dos Açores. S.l., ed. do autor. Cunha, M. A. (1924), Notas Históricas, Calheta: 27. Costa, C. (1949), Três antigas plantas úteis, originárias dos Açores. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 10: 66-68.