crista-de-galo
nome vulgar de Celosia argentea var. cristata (Amarantaceae). Celosia deriva do grego keleos que significa arder, as inflorescências de algumas cultivares parecem uma chama. São plantas das zonas tropicais e subtropicais, da África, América e Ásia, herbáceas e anuais. Têm folhas simples, inteiras ou lobadas, alternas e pecioladas; os caules glabros, terminam em inflorescências grandes, amarelas ou encarnadas, fasciadas, cristadas ou plumosas; flores hermafroditas, bracteáceas, pequenas, perianto com cinco segmentos livres até à base, escariosos, cinco estames, unidos na base, formando uma taça; filetes livres, filiformes na parte superior e deltóides na parte inferior, estigmas 2-3, ovário com 4-8 óvulos; fruto uma cápsula que pode conter de 2 a muitas sementes, negras e brilhantes. Uma cultivar tetraplóide deu origem a muitas novas cultivares, com inflorescências em cores rosa, salmão, laranja, amarelo, encarnado, e, também com novas formas. Encontram-se divididas em grupos. Multiplicam-se por semente. Podem semear-se em semeadeiras, na Primavera, quando a temperatura atingir os 18º C, para serem posteriormente plantadas em vasos ou em lugar definitivo. Necessitam de terra permeável e duma exposição bem ensolarada. Na primeira fase de desenvolvimento necessitam de regas abundantes, e, fertilizações frequentes. Uma restrição da rega e da temperatura, depois desta fase, irá beneficiar a diferenciação floral. Só em climas quentes e húmidos dão inflorescências de boa qualidade, o que acontece frequentemente nos Açores. Actualmente é uma flor de corte bem cotada. Também se pode facilmente secar, colhidas antes de se formarem sementes, retiradas as folhas, penduradas de cabeça para baixo, num local escuro e arejado. Raquel Costa e Silva (Set.2001)
Bibl. Brichel, C. (1996), The Royal Horticultural Society A-Z Encyclopedia of Garden Plants. Londres, Dorling Kindersley, 1: 243. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, Macmillan Press, 1: 559.
