cratera (vulcânica)

Depressão geralmente existente no topo de cones vulcânicos, ao longo de fissuras eruptivas, ou aberta ao nível da topografia. Pode resultar de dois processos. O tipo mais comum apresenta forma de funil e resulta da acumulação de materiais piroclásticos, projectados balisticamente, em torno de um centro eruptivo. Outro tipo forma-se em resultado de erupções explosivas freáticas ou freato-magmáticas que ocorrem quando lava ou rochas a alta temperatura entram em contacto com água subterrânea, ou que, por qualquer razão, se infiltrou a partir de um lago ou curso de água. Estas explosões tendem a fragmentar e projectar a rocha suprajacente à zona em que esse contacto ocorreu, formando-se uma depressão. Neste caso a cratera tende a ter a forma de tronco de cone invertido (alguidar) e paredes íngremes rodeadas por um anel baixo de produtos fragmentados pela explosão. Este tipo de aparelho vulcânico é também designado por maar.

A forma, em planta, das crateras é bastante variável embora sejam normalmente circulares ou elípticas. Nos cones de escórias podem existir crateras múltiplas, alinhadas ou não umas com as outras. Por vezes o rebordo da cratera não existe de um dos lados, dando-se nesse caso a designação de cratera esventrada. A forma irregular do bordo pode resultar de saída de lava da cratera, o que impede a acumulação de materiais piroclásticos nesse local, ou de uma distribuição assimétrica dos piroclastos por efeito do vento. A dimensão das crateras pode variar entre alguns metros até centenas de metros. José Madeira (2002)