crassuláceas
Família das Dicotiledóneas, baseada no nome genérico Crassula, constituída, segundo Franco (1971), por plantas mais ou menos carnudas, de herbáceas a arbustivas. Folhas simples, extipuladas e na maioria alternas. Flores actinomórficas, geralmente em cimeiras. Sépalas e pétalas livres ou unidas; estames hipogínicos ou epipétalos, em androceu haplostémono ou mais frequentemente diplostémono; carpelos súperos, isómeros às pétalas, livres ou levemente unidos na base, desenvolvendo-se em folículos. Nectários escamiformes geralmente presentes entre os estames e os carpelos.
Segundo Franco (1971) e Palhinha (1966), estão registadas para os Açores as espécies Umbilicus rupestris e U. horizontalis, conhecidas vulgarmente por *coucelos ou conchelos, e ainda:
Crassula tillaea, terófito minúsculo, briomorfo, com caules prostrados ou ascendentes; folhas com 1-2 mm, subimbricadas; flores sésseis; pétalas menores que as sépalas, estreitamente lanceoladas; folículos geralmente dispérmicos (Franco, 1971). Vulgar nos Açores, ocorre em todas as ilhas, excepto no Corvo, na Graciosa e em Santa Maria (Franco, 1971; Palhinha, 1966).
Aichryson villosum, terófito até 15 cm, de caule e folhas mole e densamente piloso-glandulosos; folhas de limbo com 5-15 x 4-12 mm, romboide-espatulado, plano, e pecíolo com 5-15 mm; flores pediceladas, em cimeira frouxa; pétalas com 5-6 mm, ovadas, amarelo-doirado-brilhantes (Franco, 1971). Endemismo macaronésico, ocorre em Santa Maria, em fendas de rochas, taludes e muros húmidos (Franco, 1971; Palhinha, 1966).
Segundo Franco (1971) e Palhinha (1966), Bryophyllum pinnatum, nanerófito até 1 m ou mais, com folhas decussadas, simples ou imparifoliadas, com flores cimosas, pendentes, 4-meras, de cálice com 3 cm e corola com 4-5 cm, ambos tubulosos, e verde-pálido variegado de vermelho, originário de Madagascar, ocorre, por vezes, fugido de cultura, no Pico e em S. Miguel.
A ocorrência da espécie Sedum forsteranum, caméfito herbáceo robusto, com caules férteis de 15-30 cm, folhas linear-subroliças, planas na página superior, assoveladas, cimeiras corimbiformes, sépalas oblongo-lanceoladas e pétalas amarelo-doiradas, segundo Franco (1971), referida por Palhinha (1966) para a ilha Terceira não é confirmada por Franco (1971).
Para os Açores, foram citadas, como escapadas à cultura, as espécies Crassula lactea, subespontânea em Santa Maria e na Terceira, em floração desde Fevereiro, e C. quadrifida e C. spathulata subespontânea em S. Miguel (Franco, 1971; Palhinha, 1966). Luís M. Arruda (2002)
Bibl. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal (Continente & Açores). Lisboa, I. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves.
