covo

Armadilha de pesca semelhante ao *cofre. Segundo Fernandes (1984), existem dois tipos de covos, sendo um deles usado apenas na ilha de S. Jorge.

Um dos tipos, o mais usado, é uma armadilha cilíndrica feita de rede com uma armação de 4 ou 5 aros de verga e 3 canas que a mantêm aberta. Possui duas aberturas nas bases por onde entram as presas. No aro do meio há um fio amarrado onde se prende o isco, que pode ser qualquer peixe grado ou *chicharro em pedaços colocado dentro de um saco de rede.

Para lastro usam-se 4 pedras amarradas e para localização e recolha, uma bóia na superfície. Os covos são lançados ao anoitecer e levantados ao amanhecer, podem ir individualmente ou amarrados uns aos outros a distâncias variáveis (troll de covos). Neste caso levam bóias apenas o primeiro e último covo. Pescam lagosta, santola, *cavaco e *búzio.

O outro tipo é uma armadilha prismática com duas faces trapezoidais e quatro rectangulares, com uma abertura por onde entram as presas e uma por onde são retiradas. Este tipo de covo está permanentemente armado. O isco e pesca são os mesmos que os do outro tipo. Luís M. Arruda (2002)

Bibl. Fernandes, L. M. R. (1984), Artes de pesca artesanal nos Açores. Horta, Secretaria Regional de Agricultura e Pescas.