Corte-Real, Miguel
[N. ?, ± 1450 m. ?. ± 1502] Filho-segundo do capitão de Angra João Vaz *Corte Real, foi porteiro-mor de D. Manuel e navegador. Sabe-se que em 1487 estava na Terceira e que exerceu funções de capitão, dando, nomeadamente, terras em nome de seu pai. Sabe-se ainda que, em 1501, terá intentado uma viagem gorada em direcção ao noroeste, possivelmente em codjuvação de seu irmão Gaspar *Corte Real. Recebeu uma tença de 30.000 reis por carta de D. Manuel de 4.11.1501 em paga de seus serviços. Com o desaparecimento de Gaspar decidiu empreender uma nova viagem em direcção à Terra Nova, em sua busca e para isso recebeu do rei, por carta de 15.1.1502, a título de indemnização das despesas, não só as terras descobertas por Gaspar, mas tudo o que pudesse ele próprio descobrir. Dos três navios que empreenderam a viagem só regressaram dois, perdendo-se o de Miguel Corte Real e ignorando-se o seu fim. Alguns historiadores pretendem que teria naufragado na costa do continente americano perto do rio Taunton, onde terá sido chefe dos índios, como ficou, supostamente, registado na celebrada pedra de Dighton. Ver Corte-Real. G. Reis Leite (2002)
Bibl. Silva, M. L. (1971), Os Primeiros Portugueses na Pedra de Dighton. Porto, ed. do autor. Canto, E. (1981), Os Corte Reais. Memória Histórica. Arquivo dos Açores, (2), IV: 403, 432.
