Corte-Real, Francisco Moniz Barreto

 [N. Angra do Heroísmo, 30.12.1868 – m. Martha’s Vineyard Island, New Bedford, E. U.A, 16.11.1939] Aventureiro e herói popular, empreendeu em 1895, no auge da campanha autonómica e das tentativas de fraternidade insular e unidade entre micaelenses e terceirenses, uma viagem solitária num barco (hoje em exposição no Museu de Angra) feito à base de papel e tela, intitulado Autonomia. Chegou a Ponta Delgada a 17 de Maio e foi recebido em delírio. Os jornais da época não se cansaram de louvar a aventura.

Em 1899, tentou renovar a aventura de marinheiro solitário, desta vez num barco de recreio com destino a Lisboa, onde chegou depois de uma viagem cheia de perigos e peripécias. Regressou a Angra, mas esta aventura não teve o êxito popular da primeira.

Foi, também, amador tauromáquico de fama. Nada disto lhe valeu como modo de vida ou independência económica, pois viu-se forçado a emigrar, acabando por morrer em New Bedford, esquecido. J. G. Reis Leite (Mar.2001)

Bibl. Ferreira, M. (1995), Era uma vez um barco chamado Autonomia. Ponta Delgada, Jornal de Cultura.