corrica
Segundo Silva (1903), em S. Miguel, é uma linha de 24 braças de extensão e de 3 mm de diâmetro, a que está ligada uma verga de 1 m de comprido e 1 mm de diâmetro que tem no extremo o anzol. Pode pescar-se à corrica tanto à vela como a remos, mas sempre de preferência costa-costa, isto é, próximo e paralelamente à costa; no primeiro caso a linha vai na mão e no segundo amarrada. A pesca à corrica faz-se em pequenos barcos, tripulados apenas por dois homens. Podem apanhar-se nela *anchovas, *cavalas, serras, *bicudas e algum *badejo.
Para Ribeiro (1936), na Terceira, denominado corrico é uma linha de linho ou cânhamo (linha do mar), comprida, com cerca de quarenta braças, tendo um anzol em cada extremidade. A pesca de corrico consiste em fazer andar o barco com certa velocidade em várias direcções. A linha é segura ao meio pelo mestre, à ré do barco. Luís M. Arruda (2002)
Bibl. Ribeiro, L. S. (1936), Notas sobre a pesca e os pescadores na ilha Terceira. Açoreana, 1, 3: 147-159. Silva, A. (1903), Ethnographia açoriana, a alfaia marítima de S. Miguel. Portugália, Porto, 1, 4: 835-846.
