Cordeiro, Simão
(S. C. Machado da Silveira) [N. Horta, 1.5.1910- m. ibid., 7.4.1939] Estudou no liceu Manuel de Arriaga, foi funcionário do Observatório Meteorológico da Horta e, mais tarde, Proposto do Tesoureiro da Fazenda Pública na mesma cidade. Morreu atacado de tuberculose, doença incurável na época. A sua biografia encontra-se publicada no jornal O Telégrafo.
Cedo se evidenciou nas letras, sobretudo na poesia, mas não deixou qualquer livro publicado. Não é crível que tivesse tido um diuturno convívio com os eruditos das letras de então, mas sim um profundo estudo sobre os poetas parnasianos, entre outros, Gonçalves Crespo, Guerra Junqueiro, Antero de Quental e António Feliciano de Castilho. Assim podemos compreender a sua poesia. Os seus versos fogem à vulgaridade, quer na correcção da linguagem quer no esmerado culto da forma. Elevam-se pelo ardor de quem consumiu consigo próprio os seus segredos de alma. E foi na poesia, lapidada, que cantou o sentimento e a emoção, a dor e a saudade, a tristeza e o amor.
Aquando da desinfecção do prédio onde habitava foi destruída a maior parte dos seus manuscritos. Contudo, graças à sua irmã, D. Manuela Machado Soares Maciel da Silveira e Silva, foram salvos vários poemas, entre eles O Lírio, Prémio P. Mário Santos Machado, no torneio literário-artístico de Angra do Heroísmo em 1937.
Exímio pianista, foi intérprete das obras de Chopin. Machado Oliveira (Nov.2000)
Alguns poemas conhecidos. O Lírio, Meditando, Maravilhas de Deus, Castelos no Ar, Bolas de Sabão, Maria, O Luar, Ventura, Noite, Beijos de Amor, Como Eu Te Amo, Sor Suprema, Desventura, A Saudade, Esquecer-te, No Álbum do Meu Amigo Guilherme Gomes Filipe, Cismando, Maravilhas de Deus, Fiat Lux, A Ti, A Rosa, Mimi, As Criancinhas, O Violino Mágico, À Mesa de Jesus, A Morte de Pégaso, Nossa Senhora das Dores, Amor e Harmonia, Saudades, Jamais, A Lágrima, Abandonada, Avé Marias, Escrevo no Dever, O Pinheirinho e o Trevo, Faial, O Lar, Canção do Mar.
Bibl. Machado, O. (2000), Simão Cordeiro: Um poeta que não podemos esquecer. O Telégrafo, 18 de Outubro: 5.
