congro

1 Nome vulgar da espécie de peixe marinho Conger conger (Congridae), (Collins, 1954; ICN, 1993; Sampaio, 1904; Sanches, 1992; Santos et al., 1997) também conhecido por safio (Ferreira, 1938; Santos et al., 1997).

Os indivíduos desta espécie têm o corpo em forma de serpente, ligeiramente comprimido anteriormente, mas bem comprimido posteriormente ao ânus, situado antes do ponto médio do corpo; perfil da cabeça convexo, deprimido sobre os olhos, pequenos; narina posterior em forma de poro oval, anterior e próxima do olho; focinho ligeiramente proeminente; rebordo labial muito largo; em ambas as maxilas, uma fiada mais exterior de dentes incisiformes, muito grandes, formando um bordo cortante, e uma fiada mais interior de dentes cónicos e agudos, pequenos; dentes cónicos, grandes, sobre o premaxilar e o vomer. Bênticos, ocorrem em fundos rochosos ou de areia até 100 m de profundidade. Ocorrem no Mediterrâneo e no Atlântico, desde a Noruega e Irlanda até ao Senegal (Bauchot e Saldanha, 1986). Foram registados para os Açores por Drouët (1861), como Muraena conger. São pescados no alto mar apresentando, por vezes, dimensões consideráveis (Sampaio, 1904). Patzner et al. (1992) referem a sua ocorrência em fendas e entre calhaus, a profundidades entre 10 m e 20 m, algures junto às ilhas do Faial e do Pico, em Junho-Julho de 1989.

Podem confundir-se, principalmente quando jovens, com a enguia e com algumas moreias. Segundo Sanches (1992) os congros têm a maxila superior saliente e a origem da barbatana dorsal situada acima da extremidade das barbatanas peitorais; nas enguias a maxila inferior é saliente e a origem da barbatana dorsal está situada nitidamente atrás da extremidade das barbatanas peitorais; e nas moreias as barbatanas peitorais estão ausentes. Luís M. Arruda (2002)

2, s. No Corvo, tira comprida de toucinho. João Saramago e José Bettencourt (2002)

Bibl. Bauchot, M.-L. e L. Saldanha (1986) Congridae In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 567-574. Collins, B. L. (1954), Lista dos peixes dos mares dos Açores. Açoreana, 5, 2: 103-142. Drouët, H. (1861) Éléments de la faune açoréenne, Mémoires de la Société Académique de l'Aube, 25: 1-245. Ferreira, E. (1938), Ápodes dos Açores. Açoreana, 2, 1: 1-14. Instituto da Conservação da Natureza (1993), Livro vermelho dos vertebrados de Portugal, vol. III: Peixes marinhos e estuarinos. Lisboa, ICN. Patzner, R. A., Santos, R. S., Ré, P. e Nash, R. D. M. (1992), Littoral Fishes of the Azores: an annotated checklist of fishes observed during the ‘Expedition Azores 1989’. Arquipélago (Life and Earth Sciences), 10: 101-111. Sampaio, A. S., (1904), Memória sobre a ilha Terceira. Peixes. Angra do Heroísmo, Imp. Municipal: 129-136. Sanches, J. G. (1992), Guia para identificação do pescado de Portugal submetido a tamanho mínimo de captura. Publicações avulsas do INIP, 18. Santos, R. S., Porteiro, F. M. e Barreiros, J. P. (1997), Marine Fishes of the Azores: An annoted checklist and bibliography. Arquipélago (Life and Marine Sciences), Supplement 1.