Confederação Operária Terceirense

No período da I República, o movimento associativo açoriano deu um salto significativo, nomeadamente no âmbito das associações de classe e de solidariedade. Neste contexto se formou a Confederação Operária Terceirense, a 3 de Agosto de 1918, em Angra do Heroísmo, a partir da fusão de pequenas associações. Como associação de socorros mútuos tinha por finalidades socorrer os sócios na doença, conceder pensões de invalidez até aos 65 anos e pensões de reforma a partir daquela idade, atribuir subsídios de funeral, assistência médica, farmacêutica, internamento hospitalar, Raio X, etc. Em 1933, os estatutos foram alterados e passou também a dar subsídios de inabilidade. À medida que o Estado foi assumindo as funções da assistência social, as finalidades da Confederação foram ficando reduzidas e diminuindo o número de sócios. Quando iniciou a actividade tinha 274 sócios inscritos, que foram crescendo até atingir os 800. O sismo de 1 de Janeiro de 1980 destruiu parte da sede, que obrigou a uma paralisação durante essa década. Restaurada a sede, foram alteradas as actividades para que a Confederação pudesse sobreviver: apoia actividades dos tempos livres, lidera um projecto “Abrigo Amigo”, desde 1995, dando albergue a 25 indivíduos, e uma parte da sede foi adaptada para um jardim de infância. Em 1996, os estatutos foram alterados e, mediante um acordo de cooperação com o Instituto de Acção Social, passou a Instituição Particular de Solidariedade Social. Através de protocolo com a Câmara Municipal de Angra, tem desenvolvido projectos de apoio à pobreza, a crianças, jovens desempregados e cursos de formação na área da informática. Gere ainda um Atelier de Tempos Livres em freguesias rurais, dá apoio a mulheres e a idosos, no domicílio. Carlos Enes (Fev.2001)