Comércio

Bissemanal que se publicou em Angra do Heroísmo e que se autoproclamava independente, mas era republicano e defensor da independência dos Açores sob a protecção dos Estados Unidos da América. O primeiro número saiu a 15 de Maio de 1890 e até ao número 174, de 12 de Novembro de 1891, teve como director e proprietário, Júlio de Lacerda. Foi seu editor Joaquim Mendes, com interrupção entre os números 26 e 66, em que foi substituído por Augusto Pereira Serpa. Suspendeu a publicação com o número 174 para reaparecer com o número 175, de 10 de Janeiro de 1892, com propriedade e direcção de F. Rocha Lemos, também editor, e publicou-se, pelo menos, até ao número 190 de 10 de Junho de 1892. Folha grande impresso na Tipografia Minerva.

No editorial do primeiro número anuncia-se como não completamente afastado da política, mas promete não fazer política, limitando-se a apelar sempre à razão, pela justiça e pelo direito, combatendo aqueles que se afastam desses princípios. Quando reapareceu, com nova direcção, em 1892, anunciou que continuaria a linha editorial anterior, em defesa dos pequenos, dos oprimidos, dos espoliados, do povo enfim e ainda os interesses do comércio.

Nas suas páginas perpassam os grandes problemas que agitaram a sociedade angrense no fim do século XIX como a questão do álcool, as obras públicas, o fim da moeda insular, o cabo submarino, etc. J. G. Reis Leite (2002)