cipreste

Nome comum de diversas essências florestais do género Cupressus, da família das Cupressáceas; nos Açores estão principalmente representadas três espécies com finalidade ornamental e abrigo contra os ventos, raramente para produção de madeira; desenvolvem-se bem na zona litoral de todas as ilhas, sendo erradamente chamadas cedros.

Cipreste lusitano – O mais comum; árvore até 30 m de altura, com ramos patentes a formar copa piramidal enquanto novo; cultivado ao longo de estradas e em pequenos povoamentos, ou a vedar jardins e quintais. Esta bonita árvore produz frutos esféricos (gáubulos) com abundante semente fértil. É originária do México e Guatemala, onde cresce espontâneo.

Cipreste sempreverde – Também chamado de cipreste-dos-cemitérios, por ser ali usado como ornamental desde longa data; atinge 30 m de altura e prefere situações menos frias. Existem duas formas distintas: form. sempervirens, com copa estreita e densa, a mais cultivada nos cemitérios; form. horizontalis, com ramos patentes e ascendentes a formar copa piramidal. Produzem grandes frutos com sementes que germinam facilmente em viveiro. É originário da região egeia, na Grécia.

Cipreste macrocarpa – Árvore atingindo 25 m de altura, com ramificações erecto-patentes a formar vasta copa piramidal, depois rasa quando adulta. Resiste aos ventos fortes e à seca. Produz madeira aromática própria para marcenaria; existe dispersa em todas as ilhas do arquipélago como ornamental e, por vezes, a formar pequenos povoamentos. É originária do Sul da Califórnia. Ilídio Botelho Gonçalves (Mai.2001)

Bibl. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal. Lisboa, Sociedade Astória, I. Tutin, T. G., Burges, N. A., Chater, A. O., Edmondson, J. R., Heywood, D. H., Walters, S. M. e Webb, D. A. (eds.) (1993), Flora Europaea. 2ª ed., Cambridge University Press, I.