Chronica Constitucional de Angra
Semanário dominical que substituiu a *Chronica dos Açores e que mudou o nome porque aquele se inadequara à realidade administrativa do arquipélago, agora dividido em duas províncias, a Oriental, com sede em Ponta Delgada, e a Ocidental, com sede em Angra. O primeiro número saiu a 5 de Janeiro de 1834 e publicou 55 números até ao final desse ano, começando nova numeração para o ano de 1835, em que publicou 11 números, até terminar em 11 de Junho. Até Outubro de 1834, foi seu redactor o capitão João Eduardo dAbreu Tavares e os mesmos colaboradores da Chronica dos Açores, mas a partir dessa data o prefeito nomeou director e revisor da Imprensa da Prefeitura, onde se compunha o jornal, o Dr. António Moniz Barreto *Corte Real, que o dirigiu até terminar.
Este jornal foi a última das publicações periódicas, oficiosas, dos liberais unidos e que reproduziam notícias e actos oficiais. As dicidências políticas e a luta eleitoral inauguraram os jornais partidários (cartistas e reformistas), em 1835, impressos também na Imprensa governamental, mas que atingiram uma tal violência que levou à proibição de tais publicações aí, passando estas a tipografias privadas, que apareceram então. A própria Chronica, nos últimos números, deixou de dizer que era impressa na Imprensa da Prefeitura. Foi, em parte, reproduzida no Archivo dos Açores, vol. VII, p. 369. J. G. Reis Leite (2002)
