chaputa
Nome vulgar da espécie de peixe marinho Brama brama (Bramidae), segundo Santos et al. (1997), ou da espécie Taractichthys longipinis, da mesma família, segundo ICN (1993), que também aparece grafado xaputa.
Segundo (Haedrich, 1986), os indivíduos da espécie B. brama têm tamanho pequeno a médio; barbatana dorsal com origem sobre a base da barbatana peitoral, coberta de escamas, e um lobo dorsal largo mas não alto; barbatana anal semelhante, com origem sob o meio do lobo dorsal e com a base de comprimento maior do que 3/4 do comprimento da base da barbatana dorsal; cabeça fortemente comprimida com os bordos inferiores da mandíbula geralmente em contacto em todo o seu comprimento; barbatana anal com 29 a 32 raios e peitoral com 20 a 23; escamas formando sobre o pedúnculo caudal uma série de tamanho diminuindo, regularmente, para escamas mais pequenas sobre a barbatana caudal; escama axilar, proeminente, na axila da barbatana pélvica; escamas do corpo sem espinhos. Pelágicos, migrantes sasonais, ocorrem em pequenos cardumes, aparentemente em águas a temperaturas variando entre 12º C e 24º C no Atlântico, Índico e Pacífico. Foram registados para os Açores por Hilgendorf (1888), como B. raji.
Os indivíduos da espécie T. longipinis têm tamanho grande; barbatana dorsal escamosa com origem sobre o fim da base da barbatana peitoral, firme e acentuadamente falcada; barbatana anal semelhante, com origem sob o fim do lobo dorsal e com a base de comprimento cerca de 4/5 do comprimento da base da barbatana dorsal; cabeça algo alargada com os bordos inferiores da mandíbula não em contacto; barbatana anal com 27 a 30 raios e peitoral com 20 a 23; escamas com um espinho central forte, excepto nos indivíduos maiores, criando a impressão de linhas horizontais distintas sobre o corpo; sem quilha sobre o pedúnculo caudal mas com a última escama sobre o pedúnculo distintamente maior do que as escamas sobre a barbatana caudal. Pelágicos, habitam geralmente em águas quentes. Ocorrem algures no Atlântico onde são raros. Foram registados para os Açores por Collins (1954), como Taractes longipinnis. Luís M. Arruda (2001)
Bibl. Collins, B. L. (1954), Lista dos peixes dos mares dos Açores. Açoreana, 5, 2: 103-142. Haedrich, R. L. (1986), Bramidae In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 847-853. Hilgendorf, F. M. (1888), Die Fische der Azoren In Simroth, H. (ed.), Zur Kenntniss der Azorenfauna. Archiv für Naturgeschichte, 1, 3: 179-234. Instituto da Conservação da Natureza (1993), Livro vermelho dos vertebrados de Portugal, vol. III: Peixes marinhos e estuarinos. Lisboa, ICN. Santos, R. S., Porteiro, F. M. e Barreiros, J. P. (1997), Marine Fishes of the Azores: An annoted checklist and bibliography. Arquipélago (Life and Marine Sciences), Supplement 1.
