cenoura-brava
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Umbelíferas pertencentes à espécie Daucus carota. Quando espontâneas, estas plantas são conhecidas por salsa-burra (Morton et al., 1998; Palhinha, 1966).
Segundo Franco (1971) é um terófito ou hemicriptófito bienal, variável quanto ao hábito e modo de ramificação, de caules com 10 a 100 (-150) cm, glabros a híspidos; folhas com segmentos lineares a lanceolados, glabros a pubescentes, finos ou carnudos; folhas caulinares superiores frequentemente bracteíformes; umbelas côncavas, planas ou convexas, com número variável de raios; brácteas das umbélulas externas 3-sectas, as das internas inteiras; pétalas brancas a purpurescentes, sendo frequentemente uma ou várias flores da umbela central purpúreo-escuras; cremocarpo com 2 a 4 mm.
Nos Açores ocorrem duas subespécies:
(a) D. c. maritimus, plantas glabras ou muito esparsamente retrorso-áspera, por vezes pubescente na base; mericarpos com acúleos gloquidiados; umbela teminal com 3 a 6 cm de diâmetro; ocorrem em terras cultivadas e incultos no Faial e em S. Miguel (Franco, 1971); e
(b) D. c. azoricus, de caule até 70 cm, retrorso-áspero na ½ distal e sub-híspido na proximal; folhas sub-híspidas; umbela teminal com 7 a 9 cm de diâmetro; ocorre em pastagens de todas as ilhas, excepto na do Corvo (Franco, 1971).
Como espécie, foi registada para os Açores por Seubert e Hochstetter (1843). Luís M. Arruda (2002)
Bibl. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal (Continente & Açores). Lisboa, I: 545-546. Morton, B., Britton, J. C. e Martins, A. M. F. (1998), Ecologia Costeira dos Açores. Ponta Delgada, Sociedade Afonso Chaves. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Seubert, M. e Hochstetter, C. (1843), Uebersicht der Flora der azorischen Inseln. Archiv für Naturgeschichte, 9, 1: 1-24.
