cenoura

Nome vulgar de Daucus carota, ssp. sativa, (Umbelliferae). Dicotiledónea. Daucus deriva de daukos, velho nome grego. Planta bienal cultivada como anual para se consumir a sua raiz suculenta. No segundo ano, os nutrientes acumulados na raiz tuberosa são utilizados na produção de flores, frutos e sementes que garantirão a sobrevivência da espécie. Supõe-se que a cenoura cultivada tenha tido origem no Afeganistão. Tinha uma longa raiz cónica de cor púrpura, violeta ou quase negra. Desta região difundiu-se para oriente, tendo chegado à China no século XIII ou XIV, e para ocidente, tendo chegado à Ásia Menor e à Península Ibérica. Surgiram mutações, uma amarela e outra branca que foram usadas na alimentação de gado. A cenoura cor de laranja que hoje consumimos, foi seleccionada a partir da amarela no século XVI, na Holanda. A cenoura bem colorida, é rica em betacaroteno, que o nosso organismo converte rapidamente em vitamina A, protectora da vista e da pele e que promove o crescimento. Tornou-se extremamente popular e hoje cultiva-se pelas zonas temperadas e tropicais de todo o Mundo. A cultura deste vegetal exige solos permeáveis, de textura franca, ou franco-arenosa, sem pedra, e muito bem preparados, para a cenoura ficar sem defeitos e não se bifurcar. O solo deve estar bem provido de matéria orgânica, bem decomposta e bem misturada, pH 6,5-7,5, ou seja, próximo da neutralidade. A cultura não deve voltar ao mesmo solo dentro de cinco anos. Nos Açores, a cultura pode praticar-se ao ar livre. A sementeira pode praticar-se em duas épocas, em Março e em Setembro. Semeia-se no lugar definitivo em linhas, a 2 cm de profundidade. Usam-se para 1000 m2 de terreno, 2,5 l de semente, procedendo-se a desbaste se necessário. O tamanho da cenoura dependerá da variedade, do compasso, da fertilidade do solo, da oportunidade das regas, mondas e demais amanhos culturais. A produção deverá ser em média 1700 kg por 1000 m2. Raquel Costa e Silva (2001)

Bibl. Silva, R. C. (1953), A Região Hortícola de Almargem do Bispo (Aspectos Económicos), Relatório Final do Curso de Engenheiro Agrónomo, Lisboa, Instituto Superior de Agronomia: contas de cultura da localidade de Aruil. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, MacMillan Press, 1: 525.