celedónia
Nome que foi dado às plantas da família das Papaveráceas pertencentes à espécie Chelidonium majus, também conhecidas por erva-andorinha ou erva-das-verrugas, segundo Palhinha (1966).
HISTÓRIA NATURAL Segundo Franco (1971) é um hemicriptófito de 30 a 90 cm, glauco e esparsamente pubescente; folhas penatissectas com 5 a 7 segmentos ovados a oblongos, crenado-lobados, o terminal geralmente 3-fendido, os laterais frequentemente com um lobo estipuliforme no lado proximal da base; flores 2-6 por inflorescência; pétalas com 0,8-1,2 cm, obovadas, amarelo-vivo; filetes aclavados; cápsula com 30-50 mm, glabra; sementes negras com erstrofíolo branco.
Em flor desde Fevereiro (Palhinha, 1966).
Ocorre nos Açores, excepto no Corvo, na Graciosa e em Santa Maria (Franco, 1971; Palhinha, 1966), para onde foi registada por Seubert e Hochstetter (1843), em muros e em fendas de rochas em sítios húmidos (Franco, 1971).
MEDICINA POPULAR É tida como cáustica, usada no tratamento de verrugas e caules; como colérica, usada na insuficiência do fígado; e antireumática, usada contra as dores articulares. No uso externo, está indicada a aplicação repetida da seiva, alaranjada, no local a causticar, não devendo ser atingida a pele; no uso interno, estão indicados 10 gr das folhas ou do rizoma, secos, por litro de água em decocção durante 3 minutos, que não devem ser excedidos devido ao seu efeito tóxico (Corsépius, 1997). Luís M. Arruda (2002)
Bibl. Corsépius, Y. (1997), Algumas Plantas Medicinais dos Açores. 2ª ed., S.l., s.e. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal (Continente & Açores). Lisboa, I: 188. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores, Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Seubert, M. e Hochstetter, C. (1843), Uebersicht der Flora der azorischen Inseln. Archiv für Naturgeschichte, 9, 1: 1-24.
