caulofrinídeos
Nome dado aos peixes marinhos da família Chaulophrynidae. Segundo Bertelsen (1986), os peixes que nela se incluem têm dimorfismo sexual externo com machos muito pequenos a que faltam os raios cefálicos externos da barbatana dorsal e com os dentes das maxilas substituídos por dentículos em forma de ganchos na extremidade do focinho e na mandíbula. Em muitas espécies, os dentes estão fundidos na base formando ossificações.
Peixes solitários, meso e batipelágicos, atraem, passivamente, as presas por meio do aparelho ilicial; os machos procuram, activamente, as fêmeas por meio de órgãos sensoriais muito desenvolvidos, fixando-se a elas por meio dos dentículos das maxilas; as fêmeas alimentam-se de outros peixes, cefalópodes e crustáceos.
As fêmeas desta família distinguem-se dos outros ceratóides por terem os raios das barbatanas dorsal e anal extremamente longos sem bolbo nem fotóforo.
Para os Açores está registada a espécie Chaulophryne jordani, por Roule e Angel (1933), como Ceratocaulophryne Regani, com base num indivíduo de 59 mm, colhido à latitude 38º 55' N e à longitude 34º 07' 30'' W. A presença da espécie C. palynema, indicada por Bertelsen (1986), é duvidosa (Arruda, 1997; Santos et al. 1997). As características distintivas das duas espécies, nomeadamente o número de dentes na maxíla superior e o número de filamentos no ilício, variam com o comprimento dos indivíduos, mas as duas espécies podem distinguir-se pelo número de raios das barbatanas dorsal e anal que variam, respectivamente, entre 16 - 19 e 14 - 18, em C. jordani, e entre 19 - 22 e 17 - 19, em C. polynema. Luís M. Arruda (2001)
Bibl. Arruda, L. M. (1997), Checklist of the marine fishes of the
