Castro, João Baptista Vaz Pacheco do Canto e
[N. Angra do Heroísmo, 7.1.1887 m. Lisboa, 11.1.1969] Escultor. Foi criado em Ponta Delgada, terra de seus pais e aí frequentou o liceu onde revelou a sua tendência para as artes. Protegido pelo padrinho, o marquês de Jácome Correia, cursou a Escola Nacional de Belas Artes onde se diplomou em 1907. Trabalhou nas obras de restauro da Sé de Lisboa e seguiu a carreira docente como professor de desenho nas Escolas Industriais, nomeadamente a de Tomar, Jácome Raton onde foi director (1917-1918), daí passando a Lisboa.
Foi companheiro de atelier de Francisco Franco, mas acamaradou também com Emérico Nunes Stuart Carvalhais e com os seus conterrâneos Domingos Rebelo e Canto da Maia. Expôs nos salões da Sociedade Nacional de Belas Artes (1914, 1916 e 1920), sendo premiado, e presidiu ao júri da estátua de Marquês de Pombal. Raramente voltou aos Açores.
As suas obras mais conhecidas são «Dando de comer a quem tem fome», «O galo da manhã» e «Egas Moniz perante o rei de Castela», mas também pintou alguns quadros. J. G. Reis Leite (Mai.2006)
Bibl. Silveira, P. (1987), Um artista açoriano nascido há cem anos: o escultor J. B. do Canto e Castro. Atlântida, Angra do Heroísmo, XXXII: 5-7.
