Castro, Francisco do Canto e

 (F. José Cupertino do C. e C. Pacheco de Sampaio) [N. Angra, 8.8.1777- m. Lisboa, 27.7.1845] Foi o 11º e último morgado dos Remédios. Estudou no Colégio dos Nobres e assentou praça no 1º Regimento da Armada Real (1797), ingressando na Legião de Tropas Ligeiras, como alferes. Fez a campanha de 1801, do Rossilhão. Foi coronel de regimento de milícias de Angra. Era Moço Fidalgo da Casa Real, por alvará de 27.7.1785.

Quando foi da primeira revolta de Angra, em 2.4.1821, que proclamou a adesão dos Açores às Cortes de Lisboa, foi designado membro da Junta Provisória do Governo Supremo das Ilhas dos Açores, de efémera vida. Nesse mesmo ano foi nomeado pela Câmara de Angra para cumprimentar as Cortes, saindo então da ilha e fixando residência em Lisboa. Em 1831 exilou-se em França, só regressando em Outubro de 1833, quando a Guerra Civil havia terminado. J. G. Reis Leite (Fev.2001)

Bibl. Forjaz, J. P. (1996), O Solar de Nossa Senhora dos Remédios (Canto e Castro). 2ª ed, Angra do Heroísmo, Instituto Histórico da Ilha Terceira: 184. Valadão, F. J. (1964), Dois Capitães Generais e a Primeira Revolução Constitucional na Ilha Terceira. Lisboa, Ed. Panorama: 133 e segs.