Castro
Das ilhas Terceira e S. Miguel. É muito provável que vários indivíduos usando este apelido se tenham radicado nos Açores em épocas distintas, sem que existisse necessariamente parentesco entre eles, ou ligação a algum dos ramos continentais conhecidos. Parece estar neste caso a Bárbara de Castro, casada na primeira metade século XVII com Mateus Gonçalves da Silva, casal de que descendem os Castros da Ribeirinha, na ilha Terceira.
Mas os deste apelido, com origem bem estabelecida, e que maior projecção social vieram a alcançar nas ilhas dos Açores, descendem do casamento, celebrado em 1544 no mosteiro de Odivelas, de António Pires do Canto, moço fidalgo da Casa Real e cavaleiro professo na Ordem de Cristo, filho do célebre provedor das armadas Pedro Anes do *Canto, e de sua primeira mulher Joana Abarca, com D. Catarina de Castro, filha de D. Francisco de Castro, governador do Cabo Gué, e de sua mulher D. Joana da Costa, esta filha de Vicente Gonçalves, contador da praça de Arzila.
D. Francisco de Castro, o pai da noiva, procedia de D. Garcia de Castro, irmão do primeiro conde de Monsanto, ambos descendentes de D. Álvaro Pires de Castro, conde de Arroiolos e Condestável de Portugal, e de sua mulher a condessa D. Maria Ponce de Leão.
Desta união entre o representante da linha primogénita dos Cantos, da casa dos provedores das armadas e fortificações da ilha Terceira, e uma descendente dos antigos Castros portugueses, derivaram todos os ramos de Cantos e Castros dos Açores, designadamente os Borges de Castro da ilha de S. Miguel. Este último ramo provém do segundo casamento do capitão Manuel Rebelo Borges da Câmara, filho de Manuel Rebelo Furtado da Câmara, fidalgo cavaleiro da Casa Real por alvará de 18.6.1694, e de sua mulher D. Ana de Medeiros Pacheco da Silveira, com D. Úrsula Isabel de Castro, natural da ilha Terceira, e filha de Jerónimo de Castro do Canto e de sua mulher D. Úrsula Isabel Bettencourt de Vasconcelos. Manuel Lamas (2002)
