Casas da Cultura

Com o objectivo de dar continuidade ao trabalho realizado pelo extinto Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis (FAOJ), foram criadas, no início dos anos 80, Casas da Cultura nas antigas capitais de distrito do arquipélago, com a designação de Casas da Cultura da Juventude. Posteriormente, passaram a ser designadas com o nome da cidade onde estavam instaladas. Inicialmente, a actividade destas instituições limitava-se aos espaços urbanos, mas foi posteriormente sendo alargada às zonas rurais de cada uma das ilhas. Tendo em conta esta realidade, nos finais do ano 2000 passaram a designar-se Casas da Cultura do Faial, da Terceira e de S. Miguel, tendo sido criada outra na ilha do Pico.

Com o Decreto Regulamentar Regional nº 18/91/A, de 9 de Julho, foram definidas a natureza, as atribuições e o funcionamento das Casas da Cultura, como serviços externos da Direcção Regional da Cultura. Com o objectivo de dinamizar a cultura e a formação das populações nas respectivas áreas de actuação, têm desenvolvido variadíssimas actividades, previamente incluídas num plano anual. No campo da formação, têm promovido cursos em diferentes áreas que vão desde a cerâmica, serigrafia, gravura, fotografia, jornalismo, escultura, música, tecelagem, teatro, rendas e bordados, etc. No sector da investigação, têm apoiado estudos sobre a religiosidade nos Açores, impérios do Espírito Santo, danças e “bailhes” de *Carnaval, etc. Numerosas exposições, conferências, seminários, concertos, serões culturais, ciclos de cinema e lançamentos de livros têm tido, também, o apoio das Casas da Cultura, nos meios rurais ou urbanos. Carlos Enes (2001)