Casa de Trabalho e Protecção à Juventude Feminina de Nordeste

Em Outubro de 1936, foram dados os primeiros passos para a criação de uma instituição no Nordeste, ilha de S. Miguel, que educasse crianças pobres, em regime de internato e semi-internato. Começou por funcionar na sede provisória da “Casa da Liga Cristã”, sendo oficializada a 28 de Janeiro de 1942, por despacho do Subsecretário da Assistência, e estatutos aprovados no mesmo ano. Começou a funcionar com 36 educandas às quais eram ministradas matérias do ensino primário, trabalhos manuais, catequese e moral cristã. Cada educanda dispunha de uma caderneta onde era lançada a importância do trabalho produzido que se destinava à compra de materiais para uso livre e pessoal. Depois da oficialização, passou a receber subsídios da Junta Geral do Distrito, da Câmara Municipal do Nordeste e de outros organismos oficiais. Para além dos subsídios, tinha receitas provenientes da venda de trabalhos e contribuições particulares. Para consumo interno criava vacas, suínos e aves de capoeira. Com as verbas referidas conseguiu adquirir teares, máquinas de costura e outros utensílios e materiais necessários ao trabalho das educandas. Em 28 de Novembro de 1954 foi inaugurado um edifício construído de raiz, com boas condições. Em Fevereiro de 1975, parte do edifício foi utilizado pela Escola Preparatória do Nordeste, até 1980. Recentemente a instituição passou a ser dirigida pelas religiosas de Santa Catarina de Sena. Em 1996, realizaram-se obras de ampliação, para residência das irmãs da Congregação e funcionamento de um Jardim de Infância. A instituição foi agraciada com a Ordem de Benemerência. Durante muitos anos foi dirigida por Maria do Carmo Monte, uma das suas fundadoras. Carlos Enes (Fev.2001)

Bibl. Açoriano Oriental (1964), Ponta Delgada, 18 de Julho. Casa de Trabalho e Protecção à Juventude Feminina de Nordeste no 50º aniversário da sua fundação – 1936-1986 (s.d.), s.l.