Carvalho, João Rodrigues de
[século XVII] Cónego da sé de Angra e vigário-geral da diocese.
Veio para os Açores com o bispo D. Frei Lourenço de Castro, em 1671, que o trouxe por o considerar indispensável à sua acção. Era homem de grande fama na corte como procurador de algumas sés do reino e por ser considerado grande letrado.
Em Angra, o bispo nomeou-o vigário-geral da diocese e quando se ausentou em visita pastoral a S. Miguel deixou-o como governador do bispado.
A sua desgraça deu-se em 1774 quando na cidade se levantou a suspeita, por parte do governador do Castelo Nunes Leitão, da existência de uma conjura para repor no trono D. Afonso VI, exilado na ilha. O vigário-geral que era amigo e intimo de alguns criados do rei, foi então acusado de participante e acabou preso quando chegou o sindicante na armada que levara o rei de regresso a Lisboa. Tal como os outros acusados foi ilibado mas ia envolvendo o próprio bispo nas suspeitas.
Maldonado traça dele um perfil de simpatia pelas suas qualidades humanas e brandura nos julgamentos, além de grande liberalidade e de ter influência extrema sobre o bispo. J. G. Reis Leite (Mai.2006)
Bibl. Maldonado, M. L. (1990), Fenix Angrence. Angra do Heroísmo, Instituto Histórico da Ilha Terceira, II: 507, 517, 537.
