Carvalho

Da ilha do Faial. Ao longo dos tempos várias pessoas com este apelido terão passado aos Açores, mas o mais antigo que encontrámos, genealogicamente individualizado, foi Jorge Peixoto de Carvalho, filho de Álvaro Vaz Peixoto, 5.º morgado da Pousada, e de sua mulher Inês de Carvalho, que se homiziou por crime de homicídio na ilha do Faial no começo do século XVI, e casou com Inês Fernandes de quem não teve geração. A mãe deste povoador, Inês de Carvalho, era já viúva de Henrique Henriques quando casou clandestinamente com o 5.º morgado da Pousada, e era filha de Diogo Afonso de Carvalho, corregedor e desembargador no reinado de D. Afonso V, que morou na quinta da Costa, freguesia de Mouquim, com sua mulher Branca Pinheiro, filha de Martim Gomes Lobo, ouvidor nas terras do ducado de Bragança, e de sua mulher Mór Gonçalves Pinheiro (antepassados da maioria das casas da grande nobreza de corte em Portugal); neta de Afonso Lourenço de Carvalho, que entregou Guimarães a D. João I e vem mencionado na Crónica deste rei, e de sua mulher Mór Rodrigues de Freitas. Pertencia portanto ao tronco dos Carvalhos do continente.

Jorge Peixoto de Carvalho, embora não deixasse filhos do casamento teve, de Maria Lopes, moça de sangue limpo e natural da freguesia dos Cedros, no Faial, uma filha chamada Isabel de Carvalho Peixoto. Esta foi legitimada por D. João III a 19 de Junho de 1539 e casou na ilha com Rui Dias Evangelho, filho de Gaspar Rodrigues Evangelho e de sua mulher Filipa Pereira, que foi ouvidor das Justiças nas ilhas do Faial e Pico por Provisão de 11 de Junho de 1559. Este casal teve dois filhos e uma filha, Gaspar Pereira Peixoto (ou Evangelho), Francisco Peixoto, casado com Catarina de Brum e Brites Evangelho, mulher de António da Silveira de Brum, de quem ficou descendência que se aliou, ente outras, às famílias faialenses Bettencourt, Leite, Linhares, Terras e Pereiras, com geração actual.

Da ilha Terceira. Entra uma linha de Carvalhos nesta ilha pelo casamento de D. Maria Madalena de Sousa de Meneses, filha de Manuel de Sousa de Meneses, moço fidalgo da Casa Real, comendador de S. Mamede de Canelas na Ordem de Cristo, mestre de campo de auxiliares da província do Minho, e de sua mulher D. Margarida Cristina de Sousa e Vasconcelos, da casa de Figueiredo das Donas, com Bernardo de Lemos e Carvalho, 8.º senhor da Trofa. Foram avós de José de Sousa Meneses de Lemos e Carvalho, que veio para a ilha Terceira em 2 de Outubro de 1766 como ajudante de ordens do capitão-general dos Açores D. Antão Vaz de Almada. Casou em Angra, a 20 de Setembro de 1767 com D. Benedita Quitéria da Rocha de Sá Coutinho e Câmara, e tiveram descendência que se aliou à nobreza terceirense, com geração actual.

Da ilha de S. Miguel A linha de Carvalhos antigos melhor identificada desta ilha procede de Francisco de Carvalho, casado com Clara (ou Guiomar) do Monte, filha de Francisco do Monte e de sua mulher Catarina Romeiro, que justificaram a sua ascendência em 1632, como descendentes do povoador Francisco Anes da Praia e de sua mulher, ao que parece, Mécia Afonso; com geração. Manuel Lamas (Set.2002)