[N. Ponta Delgada, 18.11.1949] Fez os estudos liceais em Ponta Delgada e matriculou-se no curso de pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, que não terminou. Depois de uma comissão militar em Angola (1971-1973) voltou à sua cidade natal, onde ingressou nos quadros da RTP/Açores (1975), sendo um dos pioneiros da televisão na Região Autónoma dos Açores onde, além de jornalista, tem produzido programas de carácter regional, nomeadamente de recuperação de acontecimentos históricos, que foram premiados. Tem cumulativamente leccionado jornalismo e comunicação social na Escola Secundária Antero de Quental.
No campo artístico dedica-se à pintura figurativa e naturalista, com especial interesse pela paisagem marinha. Considera-se discípulo de Victor Câmara e Luísa Athaíde, com quem trabalhou. Fez várias exposições colectivas e individuais, desde 1967, e está representado em colecções privadas e públicas.
Na política, militou na oposição democrática, em 1969, integrado na Cooperativa Sextante e na campanha eleitoral da CDE. Depois do 25 de Abril pertenceu ao MDP/CDE, que veio a abandonar. Em 1980 aceitou um lugar de candidato a deputado regional nas listas do PSD, tendo sido eleito pelo círculo de S. Miguel. Contudo, antes do final da legislatura, pediu a suspensão do mandato e abandonou o partido. J. G. Reis Leite (2001)
Adenda
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Profissionalmente, foi, durante 30 anos, locutor, produtor e jornalista, tendo produzido e apresentado os primeiros programas da estação, o telejornal e vários programas de informação. Desempenhou os cargos de Subchefe de Redação, Chefe de Serviço Ajunto de Programas e Arquivos, Chefe do Serviço de Produção e Chefe da Delegação da Horta.
Recebeu o Prémio Açores Televisão 1992 e a menção honrosa Televisão 1993. Rescindiu o contrato com a empresa em 30/11/2004, ainda que colabore frequentemente na rádio, jornais e televisão, mas como produtor independente.
Em 2005 escreveu o livro “RTP/Açores, 1975-2005 – 30 anos de televisão”. Em 2008 interpretou o papel de José Bensaúde e realizou a cenografia do filme “Antero – o Palácio da Ventura” de José de Medeiros.
Em 2010 produziu e apresentou 10 programas de TV para a RTP/Açores, divulgando criadores nas artes e letras.
Entre 2012 e 2014 produziu 30 programas sobre a gastronomia da Macaronésia, 20 sobre a gastronomia da nossa diáspora e 20 sobre a gastronomia dos imigrantes residentes nos Açores.
Em 2019 produziu e apresentou 12 programas intitulados Solares e Palácios dos Açores e em 2021 prepara 10 documentários intitulados Casas Senhoriais dos Açores.
Desenvolve em simultâneo um percurso como pintor figurativo e naturalista. Expos individualmente nos Açores, Madeira, Lisboa, Canadá e Brasil, estando representado em várias Instituições oficiais e privadas. Foi fundador e Presidente da Direção da Associação de Artistas Plásticos da Região Açores, 1992 – 1994.
Os seus principais trabalhos efetuados são o Cenário da Conferência de Apresentação Pública da CDE nos Açores, Coliseu Micaelense, Ponta Delgada, 1969, o Troféu Prémio Açores de Comunicação Social, 1990, Medalhas MAT/RTP/A, 1990/94, Cartaz MAT/RTP/A, 1990/91, capa do livro Açores, a Encruzilhada, de Carlos Costa Neves, 1991, capa do livro Horas Contadas, de Lopes de Araújo, 1992, capa do livro Labaredas, de Lopes de Araújo, 1993, capa do livro A Povoação Velha, de Gil Moniz Jerónimo, 1999, capa do livro Relação da Viagem do Socorro, de Isabel Cid, 2000, Cartoonista da Revista Açorianíssima, 1992-1994. Fez várias exposições individuais entre 1988 e 1997, sendo a mais recente, Doze meses, 12 Retratos – Centro Municipal de Cultura, P. Delgada, 2007.
Em 2008, produziu 4 espetáculos, ao vivo, inéditos, recriando factos históricos da descoberta e povoamento dos Açores, utilizando uma nau, uma caravela, guarda-roupa e adereços de época, 4 grupos de teatro e 200 figurantes. Ranu Costa (2022)