carrapiteiro

Nome vulgar de Ricinus comunis (Euphorbiaceae). Dicotiledónea. Espécie monóica, originária do Médio Oriente e Nordeste Africano. Devido à sua cor vermelha, é por vezes útil em ajardinamentos pelo contraste com as plantas verdes. Encontra-se largamente naturalizada nas zonas tropicais e subtropicais. Em estado natural pode atingir os 12 m, mas em cultura não ultrapassa os 4 m. Os ramos distribuem-se regularmente de forma quase geométrica. As folhas são alternas, pecioladas, com pecíolos de 30cm, peltadas, palmatilobadas, com margens dentadas; inflorescências terminais, subpaniculadas, com as flores masculinas perto da base e as flores femininas na parte terminal, cálices caducos, estigmas 3, vermelho vivo, bifurcados; o fruto é uma cápsula, com 3 sementes. Multiplica-se por semente, e, desenvolve-se rapidamente em solo rico em matéria orgânica, permeável, bem drenado, em local soalheiro. A cutícula da semente contém uma substância altamente tóxica, a ricina, que pode ser fatal em quantidades extremamente pequenas. Nos Açores esta planta produz grande quantidade de semente que amadurece, deveria portanto ser banida de lugares frequentados por crianças, 3-4 sementes podem ser fatais. O óleo da semente descascada e obtido a frio é empregado como purgativo sob a designação de óleo de castor. Foi usado pelos egípcios, gregos e romanos que já lhe conheciam as qualidades, e, sabiam extraí-lo. Raquel Costa e Silva (2001)

 

Bibl. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992), Londres, MacMillan Press, 4: 89.