Carneiro, José Paulino Sá
[N. Bragança, 24.7.1808 m. Lisboa, 4.9.1891] Assentou praça como voluntário, com apenas 15 anos, no Regimento de Infantaria 12 em Chaves. Participou nas lutas liberais, emigrou para França pela Galiza, em 1828. Esteve nos Açores, integrou o Exército Libertador e desembarcou em Pampelido, em Julho de 1832.
Foi promovido sucessivamente a alferes, em 1831, nos Açores; a tenente, em 1833; capitão, em 1837; major, em 1851; tenente-coronel, em 1860; coronel, em 1863; e general de brigada, em 1870 e de divisão em 1883.
A sua carreira esteve ligada aos Açores em mais duas ocasiões, a primeira, em 1862, quando no posto de tenente-coronel comandou o Batalhão de Caçadores n.º 9, vindo de Braga para distrito da Horta com a missão de acabar com os tumultos contra os impostos que se alastraram pelas ilhas do Faial e do Pico e ameaçaram as autoridades e a paz social, porque os povos se recusavam a aceitar o fim dos dízimos e a sua substituição pela contribuição predial, pessoal e industrial e ainda a uniformização das medidas com base no metro e no litro.
No posto de coronel foi nomeado comandante da subdivisão militar da Horta, mas não chegou a tomar posse por ter sido nomeado comandante do Regimento de Infantaria 16.
Como general foi director do Colégio Militar (1871-1879) e, em 1883, comandante da 3.ª Divisão Militar e, em 1886, da 1.ª Divisão Militar até à reforma em 1890.
José Paulino Sá Carneiro foi uma figura destacada do seu tempo como militar, como político, como jornalista e ainda como autor de obras sobre assuntos militares. J. G. Reis Leite (2007)
Bibl. Costa, A. J. P. (coord.) (2005), Os generais do Exército Português. Lisboa, Biblioteca do Exército, II: 66-68. Macedo, A. L. S. (1981), História das quatro ilhas que formam o distrito da Horta. 2.ª ed., Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura, II. 290-296.
